quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mioma uterino

O que é?

Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.

Também chamado de fibroide uterino, o mioma se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto

Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos a expansão do útero é tamanha que atinge a caixa torácica.Miomas uterinos podem aparecer em diferentes parte do órgão

Tipos

Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero:

Miomas subserosos: localizamse na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornarse desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve

Miomas pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada

Miomas intramurais: crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso

Miomas submucosos: ficam na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais

Miomas intracavitários: se localizam totalmente dentro da cavidade uterina. Eles costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas.

Causas

Não sabe ao certo porque o mioma uterino se forma, mas existem algumas suspeitas:

Mudanças genéticas: muitos miomas contêm alterações nos genes que os diferem das células normais do músculo uterino. Há também algumas evidências de que miomas são mais comuns entre membros da mesma família e que as gêmeas idênticas são mais propensas a terem miomas, se comparadas com gêmeas não idênticas
Fatores hormonais: o estrógeno e a progesterona, dois hormônios que estimulam o desenvolvimento do endométrio durante cada ciclo menstrual, a fim de prepará-lo para a gravidez, quando em desequilíbrio podem promover o crescimento dos fibroides. Miomas podem conter mais receptores de estrógeno e progesterona do que as células musculares do útero normais. Além disso, alguns miomas tendem a diminuir após a menopausa, provavelmente porque a produção hormonal também diminui
Outros fatores de crescimento: substâncias que ajudam o corpo a manter os tecidos podem afetar o crescimento dos miomas.

Fatores de risco
Existem alguns fatores de risco conhecidos para miomas uterinos:

Hereditariedade. Se a sua mãe ou irmã tem miomas, você está em maior risco de desenvolvêlos
Raça: as mulheres negras são mais propensas a ter miomas do que as mulheres de outros grupos raciais. Além disso, as mulheres negras têm miomas em idades mais jovens, e eles também são propensos a ter mais ou maiores miomas
Outros fatores: início da menstruação em idade precoce, ter uma dieta rica em carne vermelha e menor em verduras e frutas e ingestão de álcool parecem aumentar o risco de mioma uterino.

Sintoma 

Algumas mulheres podem não apresentar sintomas de mioma, tendo o diagnóstico feito em exames de rotina. Para aqueles que apresentam sintomas, os mais comuns são:
Sangramento menstrual pesado
Períodos menstruais prolongados - sete dias ou mais de sangramento menstrual
Sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos
Pressão ou dor pélvica
Micção frequente
Dificuldade esvaziar a bexiga
Prisão de ventre
Dor durante as relações sexuais.

Dependendo do tipo de mioma, os sintomas podem se diferenciar:

Miomas submucosos: são mais propensos a causar sangramento menstrual prolongado, pesado e às vezes são um problema para as mulheres que tentam engravidar
Miomas subserosos: podem pressionar a bexiga, causando sintomas urinários. Se miomas bojo na parte de trás do seu útero, que ocasionalmente pode pressionar o reto ou em seus nervos espinhais, causando nesse caso dor nas costas
Miomas intramurais: se grande o suficiente, podem distorcer a forma do útero e causar períodos pesados prolongados, bem como dor e pressão
Miomas pediculados: se sofrer torção de sua base e com isso apresentarem parada de sua circulação, causa de dor intensa e aguda, que necessita de cirurgia para sua remoção.

Diagnóstico e exames

Consulte o seu médico se você tiver:

Dor pélvica que não vai embora
Períodos excessivamente pesados ou dolorosos
Sangramento entre os períodos
Dor durante a relação sexual
Útero aumentado e abdômen
Dificuldade esvaziar a bexiga.

Procure atendimento médico imediato se você tiver sangramento vaginal grave ou dor pélvica aguda que vem de repente.

Na consulta médica

Caso você esteja suspeitando de miomas uterinos, marque uma consulta ginecológica. Como as consultas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:
  • Faça uma lista de todos os sintomas que você está sentindo. Inclua todos os seus sintomas, mesmo se eles não pareçam estão relacionados
  • Liste quaisquer medicamentos, fitoterápicos e suplementos vitamínicos que você toma. Incluir doses e quantas vezes por semana ou por dia você os ingere
  • Peça para algum membro da família ou amigo próximo te acompanhar, se possível. Essa pessoa poderá te ajudar a assimilar tudo o que foi dito na consulta ou alguma informação que você tenha se esquecido de passar ao médico
  • Leve um caderno ou dispositivo eletrônico com você. Use-o para anotar informações importantes durante a sua visita.

Abaixo, você verá algumas perguntas que o medico provavelmente fará. Estar preparado para respondê-las pode agilizar o tempo de consulta:
  • Quantas vezes você sentiu esses sintomas?
  • Há quanto tempo você experimenta esses sintomas?
  • Em uma escala de 0 a 10, o quão grave são os seus sintomas?
  • Os seus sintomas parecem estar relacionados com o seu ciclo menstrual?
  • Alguma coisa parece melhorar seus sintomas?
  • Alguma coisa piora os sintomas?
  • Você tem histórico familiar de miomas uterinos?
Diagnóstico

Miomas uterinos são frequentemente encontrados por acaso durante um exame ginecológico de rotina. O seu médico pode sentir irregularidades na forma do seu útero, o que sugere a presença de miomas. Se você tiver sintomas de miomas uterinos, o médico pode solicitar estes testes:
Ultrassonografia transvaginal
Hemograma completo e outros exames de sangue, para investigar a causa dos sangramentos.

Se os resultados dos primeiros testes não forem conclusivos, podem ser pedidos esses exames:
  • Ressonância magnética
  • Ultrassom com infusão de solução salina
  • Histerossalpingografia
  • Histeroscopia.

Recebido o diagnóstico de miomas uterinos, você pode querer obter algumas informações com o médico, para entender melhor seu problema. Seguem algumas perguntas que você pode fazer:

  • Quantos miomas eu tenho? O quão grande eles são?
  • Os miomas estão localizados no interior ou no exterior do meu útero?
  • Que medicamentos estão disponíveis para tratar miomas uterinos ou os meus sintomas?
  • Que efeitos secundários posso esperar do uso de medicamentos?
  • Em que circunstâncias você recomenda a cirurgia?
  • Os meus miomas uterinos podem afetar a minha fertilidade?
  • O tratamento pode melhorar minha fertilidade?

Certifique-se de que você compreendeu tudo o que seu médico lhe disser. Não hesite em perguntar qualquer coisa ou pedir para repetir informações.

Tratamento

Não há uma abordagem única para o tratamento do mioma uterino. Se você tiver sintomas, converse com o médico sobre as opções mais adequadas ao seu caso.

Muitas mulheres com miomas uterinos não experimentam sintomas, ou então apenas sinais leves e pouco irritantes. Se esse for o seu caso, fazer o acompanhamento médico, sem necessariamente usar algum medicamento ou fazer uma cirurgia, pode ser a melhor opção.

Já para as mulheres cujos sintomas de mioma uterino incomodam as atividades diárias ou casos mais avançados, existem algumas modalidades de tratamento:

  • Medicamentos hormonais para impedir o desenvolvimento do óvulo
  • (DIU) liberador de progesterona
  • Contraceptivos
  • Anti-inflamatórios não esteroides para a dor
  • Suplemento de vitaminas e ferro, por conta dos nutrientes pedidos no sangramento.

Existem também os procedimentos cirúrgicos não invasivos ou minimamente invasivos:

  • Cirurgia com ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética
  • Embolização da artéria uterina
  • Miólise
  • Laparoscópica ou robótica
  • Miomectomia histeroscópica
  • Ablação endometrial e ressecção de miomas submucosos.

Existem também os procedimentos cirúrgicos tradicionais:
  • Miomectomia abdominal
  • Histerectomia.

Convivendo (prognóstico)

Apesar de miomas uterinos geralmente não serem perigosos, eles podem causar desconforto e levar a complicações, como anemia por perda de sangue.

Mulheres que fizeram tratamento para endometriose podem sofrer com os sintomas novamente em algum momento da vida, exceto aquelas que fizeram histerectomia. Nesses casos, pequenos miomas que o médico não detectou durante a cirurgia podem eventualmente crescer e causar sintomas que merecem tratamento. Isso é muitas vezes chamado de taxa de recorrência. Novos miomas, que podem ou não podem exigir tratamento, também podem se desenvolver.

Gravidez e miomas

Miomas uterinos geralmente não interferem na concepção ou na gravidez. No entanto, é possível que alguns miomas atrapalhem a fertilidade ou o desenvolvimento do feto. Miomas submucosos podem impedir a implantação e crescimento de um embrião. Em tais casos, os médicos geralmente recomendam a remoção desses miomas antes de tentar a gravidez, sob o risco de a mulher sofrer um aborto em casos mais graves.

Raramente, os miomas podem distorcer ou bloquear suas trompas de falópio, ou interferir com a passagem do esperma do seu colo do útero para suas trompas de falópio.

Prevenção

Embora pesquisas estejam sendo feitas para investigar a causas dos miomas, existem poucas evidências científicas conclusivas para prevenção. Pode ser que não seja possível prevenir os miomas uterinos. No entanto, apenas uma pequena percentagem destes tumores necessitam de tratamento.




Fontes e referências

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/mioma-uterino

Colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos



O colesterol é um assunto que muita gente já ouviu falar, mas poucos são aqueles realmente estão esclarecidos sobre o tema. Quem nunca ouviu falar sobre os termos: colesterol bom, colesterol ruim, colesterol alto, colesterol baixo, colesterol HDL, colesterol LDL, colesterol VLDL, colesterol IDL, triglicerídeos?

Somos bombardeados diariamente com informações de todo o tipo sobre o colesterol. Siglas que não fazem sentido e valores são frequentemente atirados sobre os pacientes, sem que esse receba o mínimo de orientação para poder aproveitar tanta informação disponível.
Vamos explicar de forma simples, porém completa, as principais informações que você deve ter para finalmente entender o que é o colesterol e a aterosclerose.

O que é o colesterol?
Muito se ouve falar sobre o colesterol bom e ruim, mas pouco se explica sobre o seu real significado.

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. 

Ele é essencial para a formação das membranas das nossas células, para a síntese de hormônios, como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros (leia sobre a supra-renal para mais informações), para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), entre outras funções.

O colesterol do nosso organismo tem duas origens:
a) Endógena – o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado.
b) Exógena – o colesterol também pode ser é adquirido através dos alimentos.

Tipos de colesterol
Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue, da mesma forma que gotas de óleo não se dissolvem na água. Portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:
– VLDL (Very low-density lipoprotein)
– LDL (Low-density lipoprotein)
– HDL ( High-density lipoprotein)

O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos. O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.

Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais. Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.

A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL, enquanto que o consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL.

Portanto, ao dosarmos os valores das lipoproteínas transportadoras LDL, VLDL e HDL temos uma avaliação indireta da quantidade e da qualidade do colesterol que circula em nosso sangue. Por isso, o lipidograma, exame usado para dosar as lipoproteínas, é usado para avaliarmos os níveis de colesterol sanguíneos.

O que é o colesterol IDL?
O IDL (Intermediatelow-density lipoprotein) é um tipo de colesterol semelhante ao LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente dosado individualmente, mas sim junto com o LDL. Portanto, quando recebemos o valor do LDL, habitualmente estamos falando do valor de LDL + IDL.

O que é aterosclerose?
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos sanguíneos, levando à formação de placas de colesterol. Quando nosso corpo tem mais colesterol do que precisa, as moléculas de LDL ficam circulando no sangue à procura de algum tecido que esteja precisando de colesterol para o seu funcionamento. Se este colesterol não for entregue a nenhum tecido, a molécula de LDL acaba se depositando dentro da parede dos vasos sanguíneos, acumulando gordura no mesmos. 
Este processo é chamado de aterosclerose.

Veja na ilustração abaixo como essas placas de gordura ocupam espaço e diminuem o diâmetro da luz dos vasos (chamamos de luz a parte oca de dentro dos vasos por onde passa o sangue). A aterosclerose também causa lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias, tornando-as mais duras.
O depósito de gordura e a lesão da parede dos vasos favorecem a obstrução do fluxo de sangue e a redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Quando os vasos acometidos pelas placas de colesterol são as artérias coronárias (artérias do coração), o resultado final pode ser o infarto cardíaco, já quando são acometidos vasos cerebrais, o paciente pode evoluir para um AVC.

Dislipidemia
O aumento dos níveis de colesterol é chamado de dislipidemia. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL + LDL + VLDL. Porém, como acabamos de explicar, há o colesterol ruim e o colesterol bom, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta deles. Atualmente o colesterol total é menos valorizado do que os níveis individuais de HDL e LDL.
Veja esses exemplos:
Paciente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190.
Paciente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190.
Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2, apesar de terem o mesmo nível de colesterol total. O exemplo acima explica o porquê do colesterol total não ser o melhor parâmetro para avaliar a dislipidemia.

Valores de colesterol HDL e colesterol LDL
Como a dislipidemia é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a medicina tem tentado estabelecer, através de estudos, quais são os níveis ideais de colesterol HDL e LDL. Atualmente classificamos o colesterol da seguinte maneira:

LDL
Menor que 100 mg/dl – Ótimo
Entre 101 e 130 mg/dl – Normal
Entre 131 e 160 mg/dl – Normal/Alto
Entre 161 e 190 mg/dl – Alto
Maior que 190 mg/dl – Muito alto

HDL
Menor que 40 mg/dl – Baixo (Ruim)
Entre 41 e 60 mg/dl – Normal
Maior que 60 mg/dl – Alto (Ótimo)

O que fazer quando o colesterol está alto?
Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas está indicada para todas as pessoas, independente do valor do seu colesterol. Porém se você tem dislipidemia, seguir esta dieta é ainda mais importante.

Entretanto, nem sempre o problema do colesterol alto se resolve sozinho, isto porque o aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. 75% do nosso colesterol é de origem endógena (produzido pelo fígado) e apenas 25% vem da alimentação. Logo, se os valores do LDL forem muito elevados, somente a dieta não será suficiente para normalizar os valores do colesterol ruim.

Exercícios físicos ajudam a elevar o HDL e a diminuir o LDL, sendo outra opção para o controle da dislipidemia. Porém, assim como na dieta, a redução também não é grande. A dieta e os exercícios físicos são suficientes para aqueles pacientes com LDL até 160 mg/dl. 
Este é o grupo que pode conseguir bons resultados sem ter que recorrer a medicamentos.
A decisão de quando começar o uso dos medicamentos depende não só dos valores de LDL e HDL , mas também da presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular, nomeadamente:
– Tabagismo
– Hipertensão
– Diabetes
– Insuficiência renal crônica
– Obesidade
– Síndrome metabólica
– Idade maior que 45 anos.
Quanto mais fatores de risco você tiver, mais baixo deve ser seu colesterol. Grosso modo, podemos resumir da seguinte maneira os alvos:
Paciente com apenas um fator de risco – Colesterol LDL deve ser menor que 160 mg/dl.
Paciente com dois ou mais fatores de risco – Colesterol LDL deve ser menor que 130 mg/dl.
Pacientes com alto risco cardiovascular, principalmente se tiver tido um infarto ou AVC – Colesterol LDL deve ser menor que 100 mg/dl.
Trabalhos mais recentes começam a sugerir que um LDL menor que 80 é o ideal para pacientes de alto risco.
O HDL muito baixo também é considerado fator de risco, mesmo com LDL não muito elevado. Já se pode indicar tratamento apenas baseado no seu valor.

HDL alto é prejudicial?
Não, pelo contrário. Algumas pessoas, normalmente mulheres, têm HDL muito elevados, às vezes acima de 100 mg/dl. Isso não indica qualquer doença. Na verdade, são pessoas afortunadas pois apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo.
Portanto, ter HDL alto é bom, pois esta é uma forma de colesterol que nos protege contra a aterosclerose.

O que é o colesterol não-HDL?
Colesterol não-HDL é a soma de todos os tipos de colesterol considerados ruins: IDL+LDL+VLDL. Supõe-se que o colesterol não-HDL seja um marcador mais sensível de risco de aterosclerose do que o LDL isoladamente.
Valores do colesterol não-HDL:
Menor que 130 mg/dl – Ótimo
Entre 131 e 160 mg/dl – Normal
Entre 161 e 190 mg/dl – Normal/Alto
Entre 191 e 220 mg/dl – Alto
Maior que 220 mg/dl – Muito alto
Triglicerídeos
A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicerídeos no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL.
Os triglicerídeos estão intimamente ligados ao VLDL e seu valor costuma ser 5 vezes maior. Por exemplo, um indivíduo com VLDL de 30 mg/dl, terá níveis de triglicerídeos ao redor de 150 mg/dl.
Os valores normais de triglicerídeos são:
Até 150 mg/dl – Normal
Entre 150 e 199 mg/dl – Limítrofe
Entre 200 e 500 mg/dl – Elevado
Maior que 500 mg/dl – Muito elevado
A elevação do colesterol e, principalmente, dos triglicerídeos, estão associados a uma maior incidência de acúmulo de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática.

MEDICAMENTOS USADOS PARA O TRATAMENTO DO COLESTEROL ALTO (DISLIPIDEMIA)

Todo paciente com colesterol e/ou triglicerídeo elevado deve se submeter à dieta, praticar exercícios físicos regulares e, se estiver acima do peso, emagrecer.

Os medicamentos de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase (enzima do fígado responsável pela produção de colesterol). As estatinas também agem na redução dos triglicerídeos.

As estatinas mais prescritas são:
– Sinvastatina
– Atorvastatina
– Fluvastatina
– Pravastatina
– Rosuvastatina
– Lovastatina

A rosuvastatina e a atorvastatina são as mais fortes e conseguem reduções do colesterol com menores doses. Porém, estas duas são caras e muitas vezes o paciente consegue controle do seu colesterol com as estatinas mais baratas, não sendo preciso usar as drogas mais potentes.

Os principais efeitos colaterais destes medicamentos são a dor muscular e as câimbras. Em alguns casos a lesão muscular pode ser séria e indicar a interrupção do tratamento. Hepatite medicamentosa também pode ocorrer.
Apesar das estatinas agirem nos níveis de triglicerídeos, os fibratos são uma classe com ação mais intensa para esse fim. Os fibratos reduzem os triglicerídeos, mas praticamente não interferem no colesterol LDL.

Os fibratos mais usados são:
– Fenofibrato
– Benzafibrato
– Genfibrozil
– Clofibrato
– Ciprofibrato

A associação entre fibratos e estatinas deve ser feita com cautela, uma vez que há aumento do risco de lesão muscular com o uso concomitante dessas drogas.

Fonte: MD.Saúde

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FARMACOLOGIA


Encontrei esse artigo que e bem simples e resumido, mas muito legal.

Farmacologia

Farmacologia é a ciência que estuda, medicamentos ou substâncias capazes de alterar funções ou estruturas do organismo vivo.

Farmacognosia

É a parte da farmacologia que se ocupa em dar origem, características e distribuição das drogas na natureza, isto é, é o estudo da matéria prima em seu estado natural.

Ex: Passifliva edulis (maracujá)

Droga

É qualquer substância simples ou composta de origem variada, com diferentes fins (terapêuticos ou não) que administradas no organismo vivo, em pequenas quantidades não atue como alimento, mas que produz alterações somáticas ou funcionais.

Medicamento

É uma droga ou preparação de drogas que atuando no organismo vivo produz efeitos benéficos. Pode ser definido como produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou preparado com a finalidade curativa, profilática, paliativa ou de diagnóstico.

Remédios

Conjunto de ações que produzem no organismo vivo ações benéficas. Remédios são: chás, dietas, fisioterapia, atividade física, medicina alternativa.

Produto farmacêutico

É o produto manipulado com uma forma farmacêutica estável, embalado de forma uniforme e com nome comercial.

Fórmula farmacêutica

É a discriminação de qual droga ou drogas é constituído um produto farmacêutico e em que quantidades.

Farmacodinâmica

É o estudo das ações dos medicamentos ou drogas no organismo vivo.

Farmacocinética

Estuda a passagem dos medicamentos no organismo, inclui:



Isto é, o estudo do movimento, da droga no organismo desde a sua entrada até a saída do organismo.

Farmacologia clínica

Estuda os efeitos dos medicamentos no ser vivo avaliando segurança e eficácia.

Farmacoterapêutica (Terapia Medicamentosa)

É o estudo do uso e da cura nas enfermidades pelos medicamentos.

Psicofarmacologia

É o estudo dos medicamentos que atuam seletivamente sobre a atividade mental,sobre o psiquismo do indivíduo.

Ex: Calamantes (anti-stress), hipnóticos (induzir ao sono), sedativos.

Anti-depressivos, tranqüilizantes maiores.

Toxicologia

É o estudo dos efeitos adversos dos medicamentos de ação terapêutica ou, o estudo de agentes tóxicos (venenos, poluentes, pesticidas), ou seja, substâncias que produzem efeitos nocivos ao organismo vivo.

Farmacopeia

É o conjunto de medicamentos aceitos oficialmente em um país.

  • FORMAS FARMACÊUTICAS
São as formas de apresentação dos medicamentos, podem ser classificados em:

Formas líquidas

1. Soluções

São formas líquidas formadas por 2 líquidos ou 1 líquido + 1 sólido.

Ex: Benzidamina (Benzitrat) frasco-solução.

2. Suspensões

São formas líquidas estruturadas a partir de 1 líquido + 1 sólido, estando o sólido disperso no líquido, é de ação extemporânea.

Ex: Amoxicilina (Amoxil)

3. Emulsão

Corresponde à preparação de 2 líquidos missíveis na forma de óleo/água ou água/óleo.

Ex: Vaselina líquida frasco (Agarol)

4. Loções

São emulsões de uso externo

Ex: Loção de Calamina (Caladryl)

5. Xaropes

São formas farmacêuticas e altamente viscosas devido ao alto teor de açícar presente.

Ex: Iodeto de K (Iodepol)

6. Elixir e tinturas

São formulações preparadas a partir de produtos da natureza, onde as tinturas são obtidas por maceração das drogas seguida de extração por dissolução em água ou em álcool.

Ex: Elixir Boldo Jurubeba

Tintura de Iodo

7. Clister

É uma forma líquida de medicamento para uso retal.

Ex: Vaselina líquida

8. Colutório

São formas líquidas de uso oral, isto é, para bochechos e gargarejos.

Ex: Cloreto de Cetilpiridínio (Cepacol)

Formas Sólidas

1. Pós

Os pós são formas secas de medicamentos misturados à adjuvantes, de formas minerais (óxido de zinco) e formas vegetais (amido, fécula) e que podem ser acrescentados a soluções de glicerina e de sabão de magnésio (pós gorduroso).

Ex: Bicarbonato de sódio

2. Granulados

São formas secas em grão ou grânulos instáveis ao meio aquoso.

Ex: Acetilcisteína (Fluimucil)

Os pós e granulados podem ter uso direto ou indireto (usados na preparação de comprimido, cápsulas, drágeas, etc.).



3. Comprimido

São formas farmacêuticas obtidas por compressão de pós.

Ex: Digitoxina e Dipirona

4. Drágeas

São formas sólidas mantidas em núcleos com princípio ativo, recobertos com camadas gastroresistenstes, isto é, resistentes à ação de enzimas e substâncias digestivas, formada por camada de açúcar e corante.

Ex: Diclofenado de potássio (Cataflan)

5. Cápsulas

São formas sólidas com um núcleo contendo o princípio ativo, recobertas por várias camadas de gelatina, que muda o odor e o sabor do medicamento, além de promover a rápida liberação do princípio ativo após a deglutição do medicamento.

Ex: Cefadioxil (Cefamox)

6. Supositório/Óvulos

São formulações que em a temperatura ambiente são sólidos, e que na temperatura do corpo tem forma líquida. Os primeiros têm uso retal, e os segundos têm uso vagina.

Ex: Supositório Indometacina (Indocid)

Policresuleno + excipientes (Albocresil)

Formas semi-sólidas

1. Pomadas

São preparações de consistência macia e oleosa que apresentam com excipientes (diluente): óleo, vaselina e lanalina ou ainda a mistura destas substâncias as quais podem se juntar água e glicerina.

Ex: Betametazona (Betnovat)

2. Pastas

São misturas de pós-insolúveis agregados à glicerina e água, cuja parte oleosa penetra na pele ficando a parte de pó suspensa na superfície.

Ex: Óxido de zinco + glicerina + água (Pasta d’água)

3. Creme

São formas semi-sólidas formadas por duas fases bem dispersas de óleo e água.

Ex: Betametazona creme (Betnovat)

4. Gel

São formas semi-sólidas agregadas a agentes gerificantes (derivados de celulose) associados a água e glicerol.

Ex: Pectina + gelatina + celulose em base de polietileno + óleo mineral (Oncilon A orobase)

5. Pastilhas
São formas semi-sólidas misturadas à adjuvantes auxiliares (corantes, aromatizantes) + sacarose e goma arábica.

Ex: Cloreto de cetilpiridínio + benzocaína (Cepacaína)

6. Formas Gasosas

São formas farmacêuticas que submetidas à pressões se transformam em gases, podem ser usadas através de nebulizadores ou de aerossóis.

Ex: Halotano (Fluothane)

Formas especiais

São as chamadas medicações de sistemas transdérmicos e que se caracterizam por ser reservatório de medicamentos com uma membrana microporosa de permeabilidade específica; uma membrana que reveste todo o sistema, e que tem aplicação no local de uso, e um filme protetor que é retirado no momento da aplicação.

Ex: Estradiol (Fem-7)

Durogesic

Estas formulações são também denominadas de patches.

  • VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
São as vias pelas quais os medicamentos podem ser administrados, isto porque, estas vias interferem no início e na duração dos efeitos famarcológicos de um medicamento.

Estas estão classificadas em:

Vias enterais (via oral, via sublingual e via retal):

Via oral

Via fisiológica entrada natural.

É uma via bem aceita pela maioria dos pacientes.

É uma via econômica, quando comparada à via injetável.

É uma via de segurança relativa baixa probabilidade de que altos níveis plasmáticos do medicamento seja atingidos poderiam determinar reações ou acidentes alérgicos.


É uma via que pode alterar a desintegração de uma forma farmacêutica, o que leva à alterações da absorção do medicamento esta via sofre alterações causadas:

Presença de alimentos

Gordurosos lentificam a absorção

Medicamentos x Leite formam quelatos que não são absorvidos.

Presença de substâncias digestivas ou de enzimas digestivas.

ADH e Insulina são substâncias presentes nas secreções digestivas que acabam por inibir a atividade farmacológica do medicamento.

Motilidade gastrointestinal alterada a patologias.

Analgésicos opióides (derivados do ópio; ex: morfina), inibem os movimentos digestivos que retarda a absorção de drogas.

Diarréias - ocorre aumento da velocidade ou excreção no medicamento que diminui a absorção do medicamento.

Fenômeno de primeira passagem pelo fígado

Lidocaína - é o fenômeno onde ocorre metabolização da droga, ante que ela possa atuar.

pH local, onde:

droga ácida meio ácido – forma mesma estrutura moléculas = maior absorção

droga ácida meio básico – forma iônica = menor absorção.

É uma via contra indicada quando o paciente apresentar náuseas, vômitos, diarréias ou irritabilidade gástrica, ou quando o próprio medicamento desencadear essas respostas citadas; quando o medicamento apresentar odor ou sabor desagradáveis; quando o paciente apresentartrismo (distúrbio de abertura da mandíbula por contração dos músculos da mastigação decorrente de problema do nervo trigêmio, em seu ramo motor).

É uma via que depende do paciente.

Via sublingual

É uma excelente via de administração de drogas  se forem observados alguns pré-requisitos:

Só permite a administração de baixo volume de droga.

O indivíduo fica temporariamente impedido de mascar chicletes, balas, comer, ingerir líquidos, fumar e falar.

É uma via que impede o fenômeno de primeira passagem pelo fígado e ação de enzimas ou substâncias sobre o medicamento.

Tem uso nas emergências de angina, broncoespasmo e infarto.

Via retal

É uma via alternativa quando a via oral estiver contra-indicada.

É uma via que impede o fenômeno de primeira passagem pelo fígado e ação de enzimas digestivas e enzimas sobre o medicamento, isto porque, a drenagem desta via é feita pela veia cava inferior.

É uma via que obriga que a droga tenha pH básico  pH retal está em torno de 7.4 = a droga é altamente lipossolúvel (as células retais não têm caráter absortivo).

É uma via que entre os riscos, apresenta a irritabilidade local, com dor e rejeição do conteúdo.

Tenesmo = contração dolorosa do esfíncter anal externo.

Sangramento local

É uma via de uso em pediatria, geriatria e psiquiatria.

Vias parenterais (via inalatória, via injetável, via tópica, via excepcional):

São aquelas cujo sítio de absorção não pertencem ao sistema digestório, inclui:

Vias inalatórias

São consideradas fisiológicas = entrada natural.

São vias que impedem a passagem dos medicamentos pelo trato digestório  não há ação de enzima sobre os medicamentos e não há passagem dos medicamentos pelo fígado.

A absorção é quase imediata pode produzir intensos reflexos.

Ex: tosse, espirro, alterações da FC, alterações da FR e até apnéia.

São vias de entrada de impurezas ambientais e de microorganismos que contribui para o aparecimento de reações de contaminações locais ou sistêmicas.

Utilizadas para uso de medicamentos de ação local ou de ação sistêmica.

  • VIAS INJETÁVEIS
Via Intramuscular

É uma via que permite administração de drogas na profundidade de músculos que podem ter uma forma rápida de ação (músculo deltóide) e uma forma lenta de ação (músculo glúteo).

Permite administração de pequenos volumes de drogas: 1 a 3 ml em deltóide e 1 a 5 ml nos glústeos.

É uma via de baixa sensibilidade dolorosa, devido a baixa inervação.

É uma via que apresenta como riscos:

Dor, paresias, parestesias  quando ocorre lesão à compressão de nervos.

Dor e sangramento locais quando o músculo estiver contraído.

Concreções, endurações e abscessos quando a droga permanecer no local, por ser oleosa ou pela própria propriedade de absorção lenta. Ex: Benzilpenicilina benzatina (Benzetacil)

Pode ser melhorada essa condição  por massagens locais ou compressas quentes.

É uma via que não permite a administração de substâncias irritantes (cloreto de cálcio), substâncias com pH diferente do pH local, substâncias hipertônicas (grande concentração de substância), anisotônicas (diferente pressão osmótica) = pode ocorrer necrose do tecido.

Ex: Tiopental anestésico

Via Endovenosa

Tem rápida absorção, pois a droga é administrada diretamente na corrente sanguínea, o que pode gerar efeitos farmacológicos rapidamente  daí o uso dessa via em urgência e emergência.

É a via utilizada em casos de:

Choque, reações alérgicas, convulsões, hemorragias e broncoespasmos.

Para manutenção dos níveis plasmáticos de uma droga. Ex: Oxitocina (na indução do parto).

Administração de grandes volumes de drogas.

Administração de substâncias irritantes, substâncias anisotônicas e hipertônicas.

Tem como riscos:

Pode determinar reações alérgicas ou outras reações devido a liberação de histamina, serotonina, bradicinina e prostaglandina.

Ocorrência de embolias produzidas por partículas com dimensões colóides maiores que as constituintes plasmáticas, o que pode destruir vasos de médio e pequenos calibres, causando êxtase sanguínea formando trombos êmbolos.

Ocorrência de febre devido a presença de substâncias pirogênicas.

Ocorrência de hematomas e de reações infecciosas.

Via subcutânea ou hipodérmica

É aquela onde a droga é administrada no tecido subcutâneo.

Não permite a administração de substâncias irritantes e com o pH distante do pH local.

Permite administração de baixos volumes de droga  0,5 a 2 ml.

É de sensibilidade dolorosa alta devido a presença de nosciceptores ou algioceptores que produzem  DOR.

Via intradérmica

É aquela onde a droga é administrada entre a derme e a epiderme.

Tem uso nos testes alérgicos e em vacinas e é de alta sensibilidade dolorosa.

Via intra-arterial

É utilizada para administração de medicamentos em artérias quando se querem obter

Ex: Contraste e antineoplásicos

Via Intra-raquídias

São as vias utilizadas quando se quer atingir áreas nervosas e estão divididas em:

Intratecal

Também denominadas de via subaracnóidea, onde o fármaco é administrado no espaço subaracnóideo localizado entre a pia máter e o folheto visceral da aracnóidea  atingir rápidos efeitos de uma droga que não atravessa a barreira hematoencefálica.

Permite administração de volumes de drogas em até 10ml.

É usada na raqui-anestesia.

Tem como riscos:

Atingir áreas nervosas espinhais causando graves lesões  sua administração = 2°, 3° e 4° espaço intervetebrais.

O espaço corresponde ao local onde está contido o LCR.

Epidural ou peridural

É a via em que a droga é administrada no espaço epidural que fica entre a dura mater e o canal raquidiano.

É utilizada para administração de medicamentos (contrastes, antibióticos, anestésicos) com ação para MMII, bacia, genitais.

Intraperitoneal

É a via de administração de medicamentos no peritôneo.

É de alta vascularização  alta absorção.

Vias tópicas

São aquelas em que as drogas são administradas no próprio local onde deverão atuar.

Ex: pele, ouvido, dente, mucosa oral, mucosa vagina, membrana ou área sinovial.

Vias excepcionais

São aquelas que tem uso raro.

Ex: Intracardíaca e intra-umbilical.




Fonte:
http://www.ebah.com.br/



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sinais Vitais e suas Terminologias


TEMPERATURA

Hipotermia: Temperatura abaixo de 35°C

Afebril: 36,1°C a 37,2°C - Normal (ausência de febre)

Febril: 37,3°C a 37,7°C – Inicio de febre

Febre: 37,8°C a 38,9°C

Pirexia ou Hipertermia: 39°C a 40°C – Temperatura alta

Hiperpirexia: acima de 40°C – Altíssima (Risco)


Valores de referência para a temperatura

Temperatura axilar: 35,8°C a 37°C

Inguinal: 36°C a 36,8°C

Temperatura bucal: 36,3°C a 37,4°C

Temperatura retal: 37°C a 38°C


PULSO

Pulso normocádico: Batimento cardíaco normal

Pulso rítmico: os intervalos entre os batimentos são iguais

Pulso arrítmico: os intervalos entre os batimentos são desiguais

Pulso dicrótico: dá impressão de dois batimentos

Taquisfigmia: pulso acelerado

Brasisfigmia: frequência abaixo da faixa normal

Pulso filiforme: indica redução da força ou do volume do pulso periférico


Valores de referência para pulsação

Adultos – 60 a 100 bpm;

Crianças – 80 a 120 bpm;

Bebês – 100 a 160 bpm.


RESPIRAÇÃO

Eupneia: respiração normal

Dispneia: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa.

Ortopneia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.

Taquipneia: respiração rápida, acima dos valores da normalidade, frequentemente pouco profunda.

Bradipneia: respiração lenta, abaixo da normalidade

Apneia: ausência da respiração

Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos, que aumenta e diminui a profundidade, com períodos de apneia. Quase sempre ocorre com a aproximação da morte

Respiração de Kussmaul: inspiração profunda seguida de apneia e expiração suspirante, característica de como diabético.

Respiração de Biot: respirações superficiais durante 2 ou 3 ciclos, seguidos por período irregular de apneia.

Respiração sibilante: sons que se assemelham a assovios

Valores de referência para respiração

Adultos – 12 a 20 inspirações/ min;

Crianças – 20 a 25 inspirações/ min;

Bebês – 30 a 60 respirações/ min.

PRESSÃO ARTERIAL (PA)

Hipertensão: PA acima da média

Hipotensão: PA inferior à média

Convergente: a sistólica e a diastólica se aproximam

Divergente: a sistólica e a diastólica se afastam


Valores de referência para pressão arterial

Hipotensão – inferior a 100 x 60

Normotensão – 120 x 80

Hipertensão limite – 140 x 90

Hipertensão moderada – 160 x 100



Hipertensão grave – superior a 180 x 110


GLICEMIA

Hipoglicemia: é a queda exagerada do nível de açúcar no sangue: menor que 70 mg/dl

Hiperglicemia é o aumento exagerado do nível de açúcar no sangue

Os resultados considerados normais:

glicemias em jejum:70 a 110 mg/dl

glicemias pré-prandial (antes de comer ):110 a 130 mg/dl

glicemias pós-prandiais (após refeição):140 a 160 mg/dl





Fontes e referencias:
Diabetes: hora de rever as metas?, Arq Bras Endocrinol Metab. 2013;57/7

http://aenfermagem.com.br/