Hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, é
ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 140 por 90. A
pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos
quais o sangue circula se contraem. O coração e os vasos podem ser comparados a
uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos
esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia
o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe.
Quais são as consequências da pressão alta?
A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e
cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e
delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada.
Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar
dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no
coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o
entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao "derrame cerebral" ou
AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos
órgãos. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o
tratamento adequado, bem conduzido por médicos.
Quem tem pressão alta?
Pressão alta é uma doença "democrática".
Ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças,
gordos e magros, pessoas calmas e nervosas.
A Hipertensão é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, estima-se que atinge em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.
A Hipertensão é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, estima-se que atinge em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.
10 Mandamentos
contra a pressão alta
1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.2. Pratique atividades físicas todos os dias.
3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
4. Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
5. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.
6. Abandone o cigarro.
7. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.
8. Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.
9. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
10. Ame e seja amado.
Perguntas frequentes:
O que é
hipertensão?
Normalmente, o sangue bombeado pelo coração para
irrigar os órgãos ou movimentar-se, exerce uma força contra a parede das
artérias. Quando a força que esse sangue precisa fazer está aumentada, isto é,
as artérias oferecem resistência para a passagem do sangue dizemos que há
hipertensão arterial, ou popularmente pressão alta.
O coração trabalha
em dois tempos:
· Contração para expulsar o sangue. A força é máxima e esse processo é chamado de sístole.
· Relaxamento do coração entre as contrações cardíacas. A força é mínina e esse processo é chamado de diástole.
Órgãos-alvo da hipertensão: coração (risco de cardiopatia como a insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio), cérebro (AVC – acidente vascular cerebral), vasos e rins (insuficiência renal).
A pressão arterial é resultado de um produto:
Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica.
Em outras palavras, quando houver um aumento no
volume de sangue a ser ejetado, por exemplo, quando os rins não funcionam
normalmente ou quando o coração contrai de modo insuficiente, ou quando a
freqüência cardíaca aumenta, isto é, o coração bate mais vezes por minuto para
ejetar um determinado volume de sangue, ou quando a resistência oferecida pelas
artérias para a passagem do sangue estiver aumentada, ocorre aumento da pressão
arterial.
Outra possibilidade é as artérias de maior calibre
perderem sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas, de modo que elas não
conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração.
Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um
espaço menor que o normal e a pressão arterial aumenta.
A marca registrada da pressão alta é, em última
análise, o aumento da resistência vascular. Isto pode acontecer, por exemplo,
quando artérias muito finas (arteríolas) se contraem temporariamente devido à
estimulação nervosa ou por hormônios presentes no sangue.
Como se mede (aferir)?
A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce
na parede das artérias. Ela é medida em milímetros de mercúrio.
Com esta medida, são determinadas duas pressões:
Máxima: Quando o coração se contrai, temos uma
pressão máxima (sistólica)
Mínima: Quando ele se dilata, temos uma pressão
mínima (diastólica)
A pressão arterial é transcrita com o valor da
pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica. Por
exemplo: 120/80mmHg (milímetros de mercúrio) – Lê-se: cento e vinte por
oitenta.
Valor ótimo de pressão arterial: <120 x 80 mmHg
(12 por 8)
Valor normal de pressão arterial: < 130/85 mmHg
Valor ideal de pressão arterial para pessoas com
risco de diabetes e doença renal: <130 x 80 mmHg
Quando uma pessoa
é considerada hipertensa?
Classificação da pressão arterial em adultos –
quando as pressões sistólica e diastólica de um indivíduo são classificadas em
diferentes categorias, a mais alta é utilizada para classificar sua pressão
arterial. A pressão arterial ideal para a minimização do risco de problemas
cardiovasculares situa-se abaixo de 120/80 mmHg.
Para a maioria da população, a pressão arterial
deve estar abaixo de 140 e/ou 90mmHg, exceto para os diabéticos (<130/85
mmHg) e renais crônicos (indo até < 120/75 mmHg).
Quais são as
causas?
Na maioria das vezes não conseguimos saber com
precisão a causa da hipertensão arterial, mas sabemos que muitos fatores podem
ser responsáveis.
Fatores externos:
· Hereditariedade: Recebemos a pré-disposição, que pode apresentar-se em vários membros da família.
· Idade: O envelhecimento aumenta o risco em ambos os sexos.
· Raça: Pessoas da raça negra são mais propensas a pressão alta.
· Peso: A obesidade é um fator de risco!
Fatores Internos:
Falta de exercício: A vida sedentária contribui para o excesso de peso.
· Má alimentação: pouco consumo de frutas e verduras e aumento do consumo de comida rápida
· Sal em excesso: pode facilitar e agravar a hipertensão arterial.
· Álcool: O consumo exagerado de compromete a pressão arterial.
· Tabagismo: é um fator de risco das doenças cardiovasculares
· Estresse: excesso de trabalho, angústia, preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pela elevação da pressão.
E os sintomas:
Na maioria dos indivíduos a hipertensão arterial
não causa sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados
sintomas que muitos, de maneira equivocada, consideram associados à doença,
como por exemplo, dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor
facial e cansaço.
Quando um indivíduo apresenta uma hipertensão
arterial grave ou prolongada e não tratada, apresenta dores de cabeça, vômito,
dispnéia ou falta de ar, agitação e visão borrada decorrência de lesões que
afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins.
Quais são as
consequências?
Se não tratada, a pressão alta pode ocasionar
derrames cerebrais, doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca
(aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal ou
paralisação dos rins e alterações na visão que podem levar à cegueira.
Como faço o
diagnóstico?
A pressão arterial deve ser aferida com o paciente
na posição sentada, respeitando um período de repouso de 5 minutos. Medidas com
valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg são consideradas altas, mas não é
possível basear o diagnóstico apenas em uma leitura. Muitas vezes são
necessárias várias leituras para estabelecer o diagnóstico. Se a leitura inicial
apresentar um valor alto, deve-se então, medi-la novamente, em seguida, mais
duas vezes e, em pelo menos mais dois outros dias, para assegurar o diagnóstico
de hipertensão arterial. As leituras não apenas revelam a presença da
hipertensão arterial, mas também auxiliam na classificação de sua gravidade.
“Hipertensão do jaleco branco”: O estresse
decorrente da consulta a um médico faz com que seja diagnosticado como
hipertensão em alguém que, fora do ambiente hospitalar apresentaria uma pressão
arterial normal.
“Hipertensão mascarada”: Hipertensão arterial
mascarada é a situação na qual a média da pressão arterial determinada através
de monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) ou monitorização
residencial de pressão arterial (MRPA) está elevada e a medida de pressão
arterial em consulta médica está normal.
Como é o
tratamento?
A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas
deve ser tratada para impedir complicações.
A menos que haja uma necessidade evidente para uso
de medicamentos imediato, como no caso de pacientes com níveis de pressão
arterial acima de 180/110 mmHg, a maioria dos pacientes deve ter a oportunidade
de reduzir sua pressão arterial através de tratamento não farmacológico, por
meio de medidas gerais de reeducação, também conhecidas como modificações no
estilo de vida
·
Meça (aferir) sua pressão arterial regularmente
Meça (aferir) sua pressão arterial regularmente
Tenha uma alimentação saudável:
o Evite: açúcares e doces, frutas, derivados de leite na forma integral, com gorduras, carnes
vermelhas com gorduras aparente e vísceras, temperos prontos, alimentos
industrializados que vêm em latas ou vidros, alimentos processados e
industrializados como embutidos, conservas, enlatados, defumados, charque.
o
Prefira: alimentos
cozidos, assados, grelhados ou refogados, temperos naturais como limão, ervas,
alho, cebola, salsa e cebolinha, frutas, verduras e legumes, produtos lácteos
desnatados.
·
Pratique atividade física pelo menos 5 dias por
semana. Faça caminhadas, suba escadas ao invés de usar o elevador, ande de
bicicleta, nade, dance.
·
Diminua a quantidade de sal na comida. Use no
máximo 1 colher de chá para toda a alimentação diária. Não utilize saleiro à
mesa e não acrescente sal no alimento depois de pronto.
·
Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.
·
Não fume! Depois da hipertensão, o fumo é o
principal fator de risco de doenças cardiovasculares
·
Controle o estresse (nervosismo). Tente administrar
seus problemas de uma maneira mais tranqüila. A “arte de viver bem” é enfrentar
os problemas do dia – a – dia com sabedoria e tranqüilidade.
·
Siga as orientações do seu médico, elas
contribuirão para o controle da pressão arterial e para a diminuição dos riscos
de doenças cardiovasculares: Se utilizar medicamentos:
o
Tome as medicações conforme a orientação médica
o
Se tiver qualquer dúvida sobre o medicamento,
converse com seu médico
o
Compareça às consultas regularmente
o
Não abandone o tratamento
E os tratamentos
medicamentosos?
O objetivo do tratamento medicamentoso é reduzir a
resistência vascular periférica, promovendo vaso-dilatação. Os diferentes
agentes anti-hipertensivo o fazem por diferentes mecanismos. Entre os agentes
de primeira linha recomenda-se a utilização de:
diurético tiazídico: inicialmente promovem
diminuição da quantidade de sal e água do organismo, e posteriormente promovem
dilatação das artérias, diminuindo desta forma a resistência vascular e a
pressão arterial.
antagonistas do cálcio: produz dilatação dos vasos
sanguíneos através de um mecanismo diferente. Especialmente indicado para os
indivíduos de raça negra, idosos.
betabloqueadores: – bloqueia os efeitos do sistema
nervoso simpático, sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando
a pressão arterial.
inibidores da ECA - enzima conversora da
angiotensina: reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.
bloqueadores do receptor da angiotensina II:
reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar ao mecanismo dos
inibidores da enzima conversora da angiotensina – porém de forma mais direta e
com menos efeitos colaterais.
Além desses,
outras classes usadas em associação são:
Simpatolítico de ação central: atualmente tem o uso
mais indicado em grávidas.
Vasodilatadores diretos – dilatam os vasos
sanguíneos com outro mecanismo.
Diazóxido / nitroprussionato, nitroglicerina /
labetalol (via intravenosa) – utilizado em emergências hipertensivas – como a
hipertensão arterial maligna – exigem redução rápida da pressão arterial.
Como se trata.
A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas
deve ser tratada para impedir complicações.
A menos que haja uma necessidade evidente para uso
de medicamentos imediato, como no caso de pacientes com níveis de pressão
arterial acima de 180/110 mmHg, a maioria dos pacientes deve ter a oportunidade
de reduzir sua pressão arterial através de tratamento não farmacológico, por
meio de medidas gerais de reeducação, também conhecidas como modificações no
estilo de vida.
Meça sua pressão arterial regularmente
Tenha uma alimentação saudável:
Evite: Escolher
alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por
exemplo, carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequena quantidade.
Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por
dia. Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou
de trigo integral. Reduzir a adição de gorduras. Utilizar margarina light e
óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).Evitar a adição
de sal aos alimentos. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos
industrializados. Diminuir ou evitar a o consumo de doces e bebidas com açúcar.
Prefira: alimentos
cozidos, assados, grelhados ou refogados, temperos naturais como limão, ervas,
alho, cebola, salsa e cebolinha, frutas, verduras e legumes, produtos lácteos
desnatados.
Pratique atividade física pelo menos 5 dias por
semana. Faça caminhadas, suba escadas ao invés de usar o elevador, ande de
bicicleta, nade, dance.
Mantenha um peso saudável. Também é importante
avaliar a medida da circunferência abdominal (cintura), que o homem não deve
ultrapassar 102 cm e, na mulher, 88 cm.
Diminua a quantidade de sal na comida. Use no
máximo 1 colher de chá para toda a alimentação diária. Não utilize saleiro à
mesa e não acrescente sal no alimento depois de pronto.
Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.
Não fume! Depois da hipertensão, o fumo é o
principal fator de risco de doenças cardiovasculares
Controle o estresse (nervosismo). Tente administrar
seus problemas de uma maneira mais tranquila. A “arte de viver bem” é enfrentar
os problemas do dia – a – dia com sabedoria e tranqüilidade.
Siga as
orientações do seu médico, elas contribuirão para o controle da pressão
arterial e para a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares: Se
utilizar medicamentos:
Tome as medicações conforme a orientação médica.
Se tiver qualquer dúvida sobre o medicamento,
converse com seu médico
Compareça às consultas regularmente
Não abandone o tratamento
O objetivo
do tratamento medicamentoso é reduzir a resistência vascular periférica,
promovendo vaso-dilatação. Os diferentes agentes anti-hipertensivo o fazem por
diferentes mecanismos. Entre os agentes de primeira linha recomenda-se a
utilização de:
Antagonistas do cálcio: produz dilatação dos vasos
sanguíneos através de um mecanismo diferente. Especialmente indicado para os
indivíduos de raça negra, idosos.
Betabloqueadores: – bloqueia os efeitos do sistema
nervoso simpático, sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando
a pressão arterial.
Inibidores da ECA - enzima conversora da
angiotensina: reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.
Bloqueadores do receptor da angiotensina II:
reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar ao mecanismo dos
inibidores da enzima conversora da angiotensina – porém de forma mais direta e
com menos efeitos colaterais.
Além desses,
outras classes usadas em associação são:
Simpatolítico de ação central: atualmente tem o uso
mais indicado em grávidas.
Vasodilatadores diretos – dilatam os vasos
sanguíneos com outro mecanismo. Normalmente utilizada em combinação com outros
anti-hipertensivos.
Diazóxido/nitroprussionato, nitroglicerina/labetalol (via intravenosa) – utilizado em emergências hipertensivas – como a
hipertensão arterial maligna – exigem redução rápida da pressão arterial.
Sintomas
Na maioria dos indivíduos a hipertensão arterial
não causa sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados
sintomas que muitos, de maneira equivocada, consideram associados à doença,
como por exemplo, dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor
facial e cansaço.
Quando um indivíduo apresenta uma hipertensão
arterial grave ou prolongada e não tratada, apresenta dores de cabeça, vômito,
dispnéia ou falta de ar, agitação e visão borrada decorrência de lesões que
afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins.
(fonte:
http://www.sbh.org.br/geral/oque-e-hipertensao.asp)

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