segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FARMACOLOGIA


Encontrei esse artigo que e bem simples e resumido, mas muito legal.

Farmacologia

Farmacologia é a ciência que estuda, medicamentos ou substâncias capazes de alterar funções ou estruturas do organismo vivo.

Farmacognosia

É a parte da farmacologia que se ocupa em dar origem, características e distribuição das drogas na natureza, isto é, é o estudo da matéria prima em seu estado natural.

Ex: Passifliva edulis (maracujá)

Droga

É qualquer substância simples ou composta de origem variada, com diferentes fins (terapêuticos ou não) que administradas no organismo vivo, em pequenas quantidades não atue como alimento, mas que produz alterações somáticas ou funcionais.

Medicamento

É uma droga ou preparação de drogas que atuando no organismo vivo produz efeitos benéficos. Pode ser definido como produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou preparado com a finalidade curativa, profilática, paliativa ou de diagnóstico.

Remédios

Conjunto de ações que produzem no organismo vivo ações benéficas. Remédios são: chás, dietas, fisioterapia, atividade física, medicina alternativa.

Produto farmacêutico

É o produto manipulado com uma forma farmacêutica estável, embalado de forma uniforme e com nome comercial.

Fórmula farmacêutica

É a discriminação de qual droga ou drogas é constituído um produto farmacêutico e em que quantidades.

Farmacodinâmica

É o estudo das ações dos medicamentos ou drogas no organismo vivo.

Farmacocinética

Estuda a passagem dos medicamentos no organismo, inclui:



Isto é, o estudo do movimento, da droga no organismo desde a sua entrada até a saída do organismo.

Farmacologia clínica

Estuda os efeitos dos medicamentos no ser vivo avaliando segurança e eficácia.

Farmacoterapêutica (Terapia Medicamentosa)

É o estudo do uso e da cura nas enfermidades pelos medicamentos.

Psicofarmacologia

É o estudo dos medicamentos que atuam seletivamente sobre a atividade mental,sobre o psiquismo do indivíduo.

Ex: Calamantes (anti-stress), hipnóticos (induzir ao sono), sedativos.

Anti-depressivos, tranqüilizantes maiores.

Toxicologia

É o estudo dos efeitos adversos dos medicamentos de ação terapêutica ou, o estudo de agentes tóxicos (venenos, poluentes, pesticidas), ou seja, substâncias que produzem efeitos nocivos ao organismo vivo.

Farmacopeia

É o conjunto de medicamentos aceitos oficialmente em um país.

  • FORMAS FARMACÊUTICAS
São as formas de apresentação dos medicamentos, podem ser classificados em:

Formas líquidas

1. Soluções

São formas líquidas formadas por 2 líquidos ou 1 líquido + 1 sólido.

Ex: Benzidamina (Benzitrat) frasco-solução.

2. Suspensões

São formas líquidas estruturadas a partir de 1 líquido + 1 sólido, estando o sólido disperso no líquido, é de ação extemporânea.

Ex: Amoxicilina (Amoxil)

3. Emulsão

Corresponde à preparação de 2 líquidos missíveis na forma de óleo/água ou água/óleo.

Ex: Vaselina líquida frasco (Agarol)

4. Loções

São emulsões de uso externo

Ex: Loção de Calamina (Caladryl)

5. Xaropes

São formas farmacêuticas e altamente viscosas devido ao alto teor de açícar presente.

Ex: Iodeto de K (Iodepol)

6. Elixir e tinturas

São formulações preparadas a partir de produtos da natureza, onde as tinturas são obtidas por maceração das drogas seguida de extração por dissolução em água ou em álcool.

Ex: Elixir Boldo Jurubeba

Tintura de Iodo

7. Clister

É uma forma líquida de medicamento para uso retal.

Ex: Vaselina líquida

8. Colutório

São formas líquidas de uso oral, isto é, para bochechos e gargarejos.

Ex: Cloreto de Cetilpiridínio (Cepacol)

Formas Sólidas

1. Pós

Os pós são formas secas de medicamentos misturados à adjuvantes, de formas minerais (óxido de zinco) e formas vegetais (amido, fécula) e que podem ser acrescentados a soluções de glicerina e de sabão de magnésio (pós gorduroso).

Ex: Bicarbonato de sódio

2. Granulados

São formas secas em grão ou grânulos instáveis ao meio aquoso.

Ex: Acetilcisteína (Fluimucil)

Os pós e granulados podem ter uso direto ou indireto (usados na preparação de comprimido, cápsulas, drágeas, etc.).



3. Comprimido

São formas farmacêuticas obtidas por compressão de pós.

Ex: Digitoxina e Dipirona

4. Drágeas

São formas sólidas mantidas em núcleos com princípio ativo, recobertos com camadas gastroresistenstes, isto é, resistentes à ação de enzimas e substâncias digestivas, formada por camada de açúcar e corante.

Ex: Diclofenado de potássio (Cataflan)

5. Cápsulas

São formas sólidas com um núcleo contendo o princípio ativo, recobertas por várias camadas de gelatina, que muda o odor e o sabor do medicamento, além de promover a rápida liberação do princípio ativo após a deglutição do medicamento.

Ex: Cefadioxil (Cefamox)

6. Supositório/Óvulos

São formulações que em a temperatura ambiente são sólidos, e que na temperatura do corpo tem forma líquida. Os primeiros têm uso retal, e os segundos têm uso vagina.

Ex: Supositório Indometacina (Indocid)

Policresuleno + excipientes (Albocresil)

Formas semi-sólidas

1. Pomadas

São preparações de consistência macia e oleosa que apresentam com excipientes (diluente): óleo, vaselina e lanalina ou ainda a mistura destas substâncias as quais podem se juntar água e glicerina.

Ex: Betametazona (Betnovat)

2. Pastas

São misturas de pós-insolúveis agregados à glicerina e água, cuja parte oleosa penetra na pele ficando a parte de pó suspensa na superfície.

Ex: Óxido de zinco + glicerina + água (Pasta d’água)

3. Creme

São formas semi-sólidas formadas por duas fases bem dispersas de óleo e água.

Ex: Betametazona creme (Betnovat)

4. Gel

São formas semi-sólidas agregadas a agentes gerificantes (derivados de celulose) associados a água e glicerol.

Ex: Pectina + gelatina + celulose em base de polietileno + óleo mineral (Oncilon A orobase)

5. Pastilhas
São formas semi-sólidas misturadas à adjuvantes auxiliares (corantes, aromatizantes) + sacarose e goma arábica.

Ex: Cloreto de cetilpiridínio + benzocaína (Cepacaína)

6. Formas Gasosas

São formas farmacêuticas que submetidas à pressões se transformam em gases, podem ser usadas através de nebulizadores ou de aerossóis.

Ex: Halotano (Fluothane)

Formas especiais

São as chamadas medicações de sistemas transdérmicos e que se caracterizam por ser reservatório de medicamentos com uma membrana microporosa de permeabilidade específica; uma membrana que reveste todo o sistema, e que tem aplicação no local de uso, e um filme protetor que é retirado no momento da aplicação.

Ex: Estradiol (Fem-7)

Durogesic

Estas formulações são também denominadas de patches.

  • VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
São as vias pelas quais os medicamentos podem ser administrados, isto porque, estas vias interferem no início e na duração dos efeitos famarcológicos de um medicamento.

Estas estão classificadas em:

Vias enterais (via oral, via sublingual e via retal):

Via oral

Via fisiológica entrada natural.

É uma via bem aceita pela maioria dos pacientes.

É uma via econômica, quando comparada à via injetável.

É uma via de segurança relativa baixa probabilidade de que altos níveis plasmáticos do medicamento seja atingidos poderiam determinar reações ou acidentes alérgicos.


É uma via que pode alterar a desintegração de uma forma farmacêutica, o que leva à alterações da absorção do medicamento esta via sofre alterações causadas:

Presença de alimentos

Gordurosos lentificam a absorção

Medicamentos x Leite formam quelatos que não são absorvidos.

Presença de substâncias digestivas ou de enzimas digestivas.

ADH e Insulina são substâncias presentes nas secreções digestivas que acabam por inibir a atividade farmacológica do medicamento.

Motilidade gastrointestinal alterada a patologias.

Analgésicos opióides (derivados do ópio; ex: morfina), inibem os movimentos digestivos que retarda a absorção de drogas.

Diarréias - ocorre aumento da velocidade ou excreção no medicamento que diminui a absorção do medicamento.

Fenômeno de primeira passagem pelo fígado

Lidocaína - é o fenômeno onde ocorre metabolização da droga, ante que ela possa atuar.

pH local, onde:

droga ácida meio ácido – forma mesma estrutura moléculas = maior absorção

droga ácida meio básico – forma iônica = menor absorção.

É uma via contra indicada quando o paciente apresentar náuseas, vômitos, diarréias ou irritabilidade gástrica, ou quando o próprio medicamento desencadear essas respostas citadas; quando o medicamento apresentar odor ou sabor desagradáveis; quando o paciente apresentartrismo (distúrbio de abertura da mandíbula por contração dos músculos da mastigação decorrente de problema do nervo trigêmio, em seu ramo motor).

É uma via que depende do paciente.

Via sublingual

É uma excelente via de administração de drogas  se forem observados alguns pré-requisitos:

Só permite a administração de baixo volume de droga.

O indivíduo fica temporariamente impedido de mascar chicletes, balas, comer, ingerir líquidos, fumar e falar.

É uma via que impede o fenômeno de primeira passagem pelo fígado e ação de enzimas ou substâncias sobre o medicamento.

Tem uso nas emergências de angina, broncoespasmo e infarto.

Via retal

É uma via alternativa quando a via oral estiver contra-indicada.

É uma via que impede o fenômeno de primeira passagem pelo fígado e ação de enzimas digestivas e enzimas sobre o medicamento, isto porque, a drenagem desta via é feita pela veia cava inferior.

É uma via que obriga que a droga tenha pH básico  pH retal está em torno de 7.4 = a droga é altamente lipossolúvel (as células retais não têm caráter absortivo).

É uma via que entre os riscos, apresenta a irritabilidade local, com dor e rejeição do conteúdo.

Tenesmo = contração dolorosa do esfíncter anal externo.

Sangramento local

É uma via de uso em pediatria, geriatria e psiquiatria.

Vias parenterais (via inalatória, via injetável, via tópica, via excepcional):

São aquelas cujo sítio de absorção não pertencem ao sistema digestório, inclui:

Vias inalatórias

São consideradas fisiológicas = entrada natural.

São vias que impedem a passagem dos medicamentos pelo trato digestório  não há ação de enzima sobre os medicamentos e não há passagem dos medicamentos pelo fígado.

A absorção é quase imediata pode produzir intensos reflexos.

Ex: tosse, espirro, alterações da FC, alterações da FR e até apnéia.

São vias de entrada de impurezas ambientais e de microorganismos que contribui para o aparecimento de reações de contaminações locais ou sistêmicas.

Utilizadas para uso de medicamentos de ação local ou de ação sistêmica.

  • VIAS INJETÁVEIS
Via Intramuscular

É uma via que permite administração de drogas na profundidade de músculos que podem ter uma forma rápida de ação (músculo deltóide) e uma forma lenta de ação (músculo glúteo).

Permite administração de pequenos volumes de drogas: 1 a 3 ml em deltóide e 1 a 5 ml nos glústeos.

É uma via de baixa sensibilidade dolorosa, devido a baixa inervação.

É uma via que apresenta como riscos:

Dor, paresias, parestesias  quando ocorre lesão à compressão de nervos.

Dor e sangramento locais quando o músculo estiver contraído.

Concreções, endurações e abscessos quando a droga permanecer no local, por ser oleosa ou pela própria propriedade de absorção lenta. Ex: Benzilpenicilina benzatina (Benzetacil)

Pode ser melhorada essa condição  por massagens locais ou compressas quentes.

É uma via que não permite a administração de substâncias irritantes (cloreto de cálcio), substâncias com pH diferente do pH local, substâncias hipertônicas (grande concentração de substância), anisotônicas (diferente pressão osmótica) = pode ocorrer necrose do tecido.

Ex: Tiopental anestésico

Via Endovenosa

Tem rápida absorção, pois a droga é administrada diretamente na corrente sanguínea, o que pode gerar efeitos farmacológicos rapidamente  daí o uso dessa via em urgência e emergência.

É a via utilizada em casos de:

Choque, reações alérgicas, convulsões, hemorragias e broncoespasmos.

Para manutenção dos níveis plasmáticos de uma droga. Ex: Oxitocina (na indução do parto).

Administração de grandes volumes de drogas.

Administração de substâncias irritantes, substâncias anisotônicas e hipertônicas.

Tem como riscos:

Pode determinar reações alérgicas ou outras reações devido a liberação de histamina, serotonina, bradicinina e prostaglandina.

Ocorrência de embolias produzidas por partículas com dimensões colóides maiores que as constituintes plasmáticas, o que pode destruir vasos de médio e pequenos calibres, causando êxtase sanguínea formando trombos êmbolos.

Ocorrência de febre devido a presença de substâncias pirogênicas.

Ocorrência de hematomas e de reações infecciosas.

Via subcutânea ou hipodérmica

É aquela onde a droga é administrada no tecido subcutâneo.

Não permite a administração de substâncias irritantes e com o pH distante do pH local.

Permite administração de baixos volumes de droga  0,5 a 2 ml.

É de sensibilidade dolorosa alta devido a presença de nosciceptores ou algioceptores que produzem  DOR.

Via intradérmica

É aquela onde a droga é administrada entre a derme e a epiderme.

Tem uso nos testes alérgicos e em vacinas e é de alta sensibilidade dolorosa.

Via intra-arterial

É utilizada para administração de medicamentos em artérias quando se querem obter

Ex: Contraste e antineoplásicos

Via Intra-raquídias

São as vias utilizadas quando se quer atingir áreas nervosas e estão divididas em:

Intratecal

Também denominadas de via subaracnóidea, onde o fármaco é administrado no espaço subaracnóideo localizado entre a pia máter e o folheto visceral da aracnóidea  atingir rápidos efeitos de uma droga que não atravessa a barreira hematoencefálica.

Permite administração de volumes de drogas em até 10ml.

É usada na raqui-anestesia.

Tem como riscos:

Atingir áreas nervosas espinhais causando graves lesões  sua administração = 2°, 3° e 4° espaço intervetebrais.

O espaço corresponde ao local onde está contido o LCR.

Epidural ou peridural

É a via em que a droga é administrada no espaço epidural que fica entre a dura mater e o canal raquidiano.

É utilizada para administração de medicamentos (contrastes, antibióticos, anestésicos) com ação para MMII, bacia, genitais.

Intraperitoneal

É a via de administração de medicamentos no peritôneo.

É de alta vascularização  alta absorção.

Vias tópicas

São aquelas em que as drogas são administradas no próprio local onde deverão atuar.

Ex: pele, ouvido, dente, mucosa oral, mucosa vagina, membrana ou área sinovial.

Vias excepcionais

São aquelas que tem uso raro.

Ex: Intracardíaca e intra-umbilical.




Fonte:
http://www.ebah.com.br/