domingo, 1 de janeiro de 2017

ANOREXIA

O que é?

A anorexia é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer. 
 

Causas

A anorexia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente.

A causa exata da anorexia ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores biológicos, psicológicos e ambientais estejam envolvidas nas causas possíveis para a doença.

Os genes e os hormônios podem desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros também podem estar envolvidas.

Por muito se acreditou que conflitos familiares contribuíam para a anorexia e outros distúrbios alimentares. No entanto, essa ideia não é mais difundida. 
 

Fatores de risco


Alguns fatores de risco podem levar pessoas a desenvolveram um quadro de anorexia. Confira: 

  • Mulheres têm mais chances de desenvolver a doença do que homens, apesar de o número de homens de todas as idades com anorexia ter aumentado nos últimos anos. Uma hipótese para justificar isso é que a mídia e a publicidade estejam influenciando no padrão ideal de beleza masculina cada vez com mais frequência e intensidade, mostrando que a pressão social sobre a questão da beleza e do corpo magro não faz mais tanta distinção de gênero. No entanto, as mulheres ainda são as mais afetadas com esse quadro
  • Anorexia é um distúrbio muito comum entre adolescentes, principalmente por conta da pressão social existente nessa fase da vida e todas as mudanças que ocorrem no corpo e na mente. Entretanto, pessoas de todas as idades podem desenvolver o problema, sendo considerado raro somente em indivíduos acima dos 40
  • Estudos mostram que alguns genes possam estar diretamente relacionados ao desenvolvimento da anorexia
  • Histórico familiar, ou seja, ter um parente que apresenta ou apresentou algum distúrbio alimentar pode aumentar as chances de desenvolver anorexia também
  • O ato de perder ou ganhar peso pode desencadear em reações das mais variadas, desde elogios até críticas. Elas podem, por isso, levar uma pessoa a recorrer a dietas cada vez mais extremas e ao surgimento da anorexia
  • Grandes mudanças na vida e na rotina podem acarretar no desenvolvimento de distúrbios alimentares, entre eles a anorexia. Exemplos: mudança de escola, casa ou trabalho, morte de um ente querido e términos de relacionamento
  • Pessoas ligadas ao esporte e ao mundo artístico, como atores, atrizes e modelos, são mais propensas a desenvolver anorexia também, pois trabalham com a própria imagem e sofrem julgamentos por um número maior de pessoas
  • A mídia e a sociedade são grandes responsáveis pela anorexia. A televisão e revistas de moda, bem como os estereótipos sociais de beleza, despertam nas pessoas a sensação de que só serão felizes e populares se seguirem um determinado padrão – alimentado diariamente pelos meios de comunicação e reproduzido em todos os círculos sociais.

Sintomas

Os principais sintomas apresentados por uma pessoa com anorexia é: 

  • Sentir medo enorme de engordar ou ficar acima do peso ideal, mesmo quando a pessoa está abaixo do peso normal
  • Recusar-se a manter o peso que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (geralmente, pessoas com anorexia estão no mínimo 15% abaixo do peso normal)
  • Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso
  •  Não menstruar por três ou mais ciclos.

As pessoas com anorexia podem limitar gravemente a quantidade de comida que ingerem e depois provocar vômitos. Outros comportamentos incluem: 


  • Cortar a comida em pequenos pedaços ou movêlos no prato em vez de comêlos
  • Exercitar-se o tempo todo, mesmo quando o clima está ruim, a pessoa está machucada ou ocupada
  • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições
  •  Recusar-se a comer perto de outras pessoas
  •  Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso).

Outros sintomas de anorexia podem incluir: 


  • Pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos
  • Pensamento confuso ou lento, junto com memória ou julgamento deficientes
  • Depressão
  • Boca seca
  • Extrema sensibilidade ao frio (vestir várias camadas de roupas para ficar aquecido)
  • Perda de resistência óssea
  • Desgaste dos músculos e perda de gordura corporal. 

Diagnóstico

O médico, primeiramente, realizará um exame físico no paciente, em que ele avaliará a altura e o peso, checará os sinais vitais e procurará por sinais de desnutrição na pele e nas unhas. Em seguida, ele poderá pedir alguns exames de laboratório para verificar o funcionamento do fígado, dos rins e da tireoide, além de exames para acompanhamento psicológico do paciente. 

Outras causas de perda de peso ou atrofia muscular devem ser descartadas com exames médicos. 

 Exemplos de outras condições que possam causar esses sintomas incluem:
  • Doença de Addison
  • Doença celíaca
  • Doença inflamatória intestinal
Devem ser feitos exames para ajudar a encontrar a causa da perda de peso ou observar qual dano a perda de peso ocasionou. Vários desses testes serão repetidos ao longo do tempo para monitorar o paciente.
  • Albumina
  • Densitometria óssea, para verificar se há osteoporose
  • Hemograma completo
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Eletrólitos
  • Testes de funcionamento dos rins
  • Testes da função hepática
  • Proteína total
  • Testes de funcionamento da tireoide
  • Exame de urina

Tratamento

O maior desafio no tratamento da anorexia é fazer a pessoa reconhecer que tem uma doença. A maioria das pessoas com anorexia nega que tem um distúrbio alimentar. Em geral, as pessoas somente começam um tratamento quando a doença já atingiu seu estado grave. 

Geralmente, uma pessoa com anorexia precisa de vários tipos de tratamento. Os objetivos do tratamento para a anorexia são recuperar o peso corporal e os hábitos alimentares normais. Um ganho de peso de 0,5 a 1,4 kg por semana é considerado um objetivo seguro pelos médicos. 

Vários programas diferentes foram desenvolvidos para tratar da anorexia. Às vezes, a pessoa pode ganhar peso:
  • Aumentando as atividades sociais
  • Reduzindo a atividade física
  • Usando programas para alimentação
  • Vários pacientes começam com uma permanência curta no hospital para acompanhamento com um programa de tratamento diário.
A permanência prolongada no hospital, no entanto, pode ser necessária se:
  • A pessoa tiver perdido muito peso (estar abaixo de 70% do peso corporal ideal para sua idade e altura). Em caso de subnutrição grave que coloca a vida em risco, a pessoa pode precisar ser alimentada por sonda venal ou por um tubo de alimentação no estômago
  • A perda de peso continuar, mesmo com o tratamento
  • Surgirem complicações médicas, como problemas cardíacos, confusão ou desenvolvimento de níveis baixos de potássio
  • A pessoa tiver depressão grave ou pensar em cometer suicídio
Em geral, o tratamento para a anorexia é bastante difícil e exige trabalho árduo dos pacientes e suas famílias. Muitas terapias podem ser tentadas até o paciente superar o distúrbio. É preciso muita paciência e persistência, pois os pacientes podem desistir dos programas se tiverem esperanças não realistas de serem "curados" somente com terapia. 

Diferentes tipos de psicoterapias são usadas para tratar de pessoas com anorexia, mas tanto a terapia comportamental cognitiva individual, a terapia de grupo e a terapia familiar são bem-sucedidas neste sentido. 

O objetivo da terapia é mudar os pensamentos ou o comportamento de um paciente para encorajá-lo a comer de maneira mais saudável. Esse tipo de terapia é mais útil para o tratamento de pacientes mais jovens, que não tiveram anorexia por muito tempo. Se o paciente for jovem, a terapia pode envolver toda a família. 

Grupos de apoio também podem fazer parte do tratamento da anorexia. Neles, pacientes e familiares se encontram e compartilham suas experiências pelo que passam. 

Medicamentos, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor podem ajudar alguns pacientes, desde que usados sob a devida orientação médica. 

Convivendo/ Prognóstico

Algumas medidas podem facilitar o tratamento e deixá-lo mais confortável para o paciente. Siga algumas dicas e tenha um prognóstico tranquilo e bem-sucedido:

  • Atenhase ao plano de tratamento e siga à risca as orientações médicas. Não falte às sessões de terapia e não desrespeite a dieta montada pelo nutricionista
  • Se necessário, converse com seu médico sobre o uso de suplementos vitamínicos. Eles podem ajudar no ganho de peso
  • Não se isole das outras pessoas e participe de atividades sociais
  • Acostume-se com sua imagem no espelho e entenda que a beleza não está um corpo magérrimo e pouco saudável.

Complicações possíveis



As complicações da anorexia podem ser graves. Uma permanência no hospital pode ser necessária.

As complicações da anorexia podem incluir:

  • Inchaço
  • Enfraquecimento dos ossos
  • Desequilíbrio eletrolítico (como níveis baixos de potássio)
  • Arritmia cardíaca
  • Redução de glóbulos brancos, que leva ao aumento do risco de infecção
  • Desidratação grave
  • Desnutrição grave
  • Convulsões devido à perda de líquidos como resultado de diarreia repetitiva ou vômitos excessivos
  • Problemas na glândula tireoide, que podem levar à intolerância ao frio e à constipação
  • Cáries
  • Em homens, queda nos níveis de testosterona
  • Em mulheres, mudanças no período menstrual
  • Depressão
  • Problemas de personalidade e ansiedade
  • Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
  • Uso de drogas

Em casos graves, a anorexia pode levar à morte. 
 

Expectativas

A anorexia nervosa é uma doença grave que pode ser fatal. Em algumas estimativas, ela leva à morte em 10% dos casos. Programas de tratamento experimentados podem ajudar as pessoas com a doença a voltar para o peso normal, mas é comum a doença retornar.

Mulheres que desenvolvem a anorexia em idade precoce têm melhor chance de recuperação completa. No entanto, a maioria das pessoas com anorexia continuará preferindo um peso corporal mais baixo e estará muito focada em alimentos e calorias.

O controle do peso pode ser difícil. Talvez seja necessário o tratamento a longo prazo para manter um peso saudável.  
 

Prevenção

Em alguns casos, a prevenção da anorexia pode não ser possível. Encorajar atitudes saudáveis e realistas em relação ao peso e à dieta podem ajudar. Algumas vezes, a psicoterapia também pode ser útil.

  • Cultive sempre a ideia de um corpo saudável com seu filho ou filha, independentemente da silhueta ou do peso
  • Converse com o pediatra de seu filho ou filha. Eles podem notar desde cedo algumas indicações de distúrbios alimentares e as melhores maneiras de evitar que eles se desenvolvam
  • Converse com um médico também se souber de algum parente da família que já teve ou tem algum tipo de distúrbio alimentar. A pessoa pode ajudar a aprender desde cedo a lidar com a questão e a impedir que o problema evolua também.







FONTES:

Artigo retirado e disponível em:
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/anorexia
 

IMPETIGO: CAUSA SINTOMAS E TRATAMENTOS

O impetigo, chamado popularmente de impinge, é uma infecção bacteriana da pele, que acomete preferencialmente as crianças, apesar de também poder surgir em adultos. O impetigo é uma doença contagiosa, que surge com mais frequência nos meses quentes de verão.



Em geral, aqueles com maior suscetibilidade de desenvolver esta doença são as crianças menores de 10 anos, que frequentam locais coletivos (escolas e creches). Esta doença de pele é altamente contagiosa por contato direto com as lesões ou objetos contaminados (roupas, mãos), é absolutamente necessário às pessoas contaminadas ficarem em isolamento durante toda a infecção ou 48 horas após o início da antibióticoterapia por via oral. No que diz respeito aos adultos, os indivíduos imunocomprometidos e diabéticos são mais propensos a desenvolver a doença. Estes últimos podem desenvolver um caráter mais grave como o ectima, lesão mais profunda na pele, que pode levar à formação de cicatrizes. ¨

Os sintomas desta doença são muito característicos: erupções cutâneas sob a forma de eritema, seguido pelo aparecimento de bolhas com a formação de crostas melicéricas (cor de mel). A princípio, o estado geral é bom, o paciente não apresenta febre ou apresenta de forma leve.

Estes sintomas geralmente são suficientes para o diagnóstico. Uma amostra bacteriológica para identificação do organismo causador é necessária nos casos de impetigo recorrente.

O tratamento de impetigo se resume principalmente em limpar a pele com sabão e água, secagem e aplicação de creme antibiótico. Quando as lesões são extensas, a utilização de um antibiótico via oral é necessária.

É possível a utilização de tratamentos alternativos para o impetigo, mas devem ser utilizados como complemento ao tratamento com antibióticos. O óleo essencial de árvore do chá misturado com óleo essencial de lavanda e óleo vegetal de amêndoa doce tem sido uma loção anticéptica e cicatrizante muito eficaz. A única precaução é a sensibilidade conhecida a estas plantas.

Para a prevenção do impetigo é útil limpar qualquer ferida, seja um arranhão, uma injúria, porque representam uma porta de entrada às bactérias responsáveis por essa infecção cutânea. Além disso, é absolutamente necessário evitar o contato com qualquer pessoa doente, porque esta doença é particularmente contagiosa.
 

Definição de Impetigo

O impetigo é uma infecção causada por Staphylococcus e Streptococcus Impetigo é uma dermatose epidérmica. Na verdade, ela afeta a pele, formando lesões na forma de bolhas, rodeados por ulcerações. As bolhas se enchem de pus e estouram. As lesões são, então, transformadas em uma crosta amarelada. É uma doença muito comum e muito contagiosa, especialmente entre as crianças.
As lesões são essencialmente no rosto. Eles também são encontrados nas mãos, pescoço e couro cabeludo.

Como o impetigo afeta somente a epiderme, não há cicatrizes, a crosta desaparece após o tratamento.
Fala-se de impetigo bolhoso, mais comum em crianças, quando as lesões estão pouco inflamadas, e é geralmente causado por Staphylococcus aureus.

O impetigo pode às vezes se transformar em ectima, uma forma grave. As lesões são mais graves: mais inflamadas e mais ulceradas. Em geral, o ectima desenvolve em pessoas cujo sistema imunológico “está baixo”. O agente causador da ectima é sempre os Streptococcus.

Quanto àqueles que já sofrem de doenças de pele como eczema, sarna ou herpes, há uma superinfecção com impetigo, o qual se chama de impetiginização. Esta forma de impetigo é mais comum em adultos.

O impetigo é uma doença bacteriana comum em lactentes e crianças. É também a doença de pele causada por bactérias mais comum nesta faixa etária (crianças e bebês). Embora esta doença seja benigna, é necessário cuidar rapidamente da criança doente, e toda a comunidade (família, ambiente escolar), por ser altamente contagiosa. Aparece principalmente no verão, quando há períodos de epidemias. De fato, o clima quente e úmido desta época favorece a transmissão da doença.

Epidemiologia

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta infecção de pele é mais comum em países em desenvolvimento, muitas vezes devido à falta de higiene. Além disso, o clima quente e úmido permite a transmissão dos germes responsáveis, os estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e Staphylococcus aureus. As lesões características de impetigo podem se desenvolver na pele intacta (saudável), mas cada lesão (por um jogo ou por picadas de mosquito) representa uma porta de entrada para as bactérias responsáveis por esta doença.

Além das crianças, os indivíduos imunodeprimidos também podem sofrer de impetigo, mas nestes casos, muitas vezes lidam com o ectima, forma mais grave de impetigo.

De acordo com a Agência de Saúde Pública do Canadá, mais de 100 milhões de casos de impetigo são relatados em todo o mundo anualmente.

Causas de impetigo

As bactérias responsáveis pelo impetigo são os estreptococos, bactérias que podem estar presentes no corpo, principalmente nas narinas. Esta doença cutânea bacteriana é mais comumente causada pelos estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (Streptococcus pyogenes) e, mais raramente Staphylococcus aureus. Estes tendem a ser mais encontrados em recém-nascidos e lactentes.

Seu modo de transmissão difere um pouco de acordo com a bactéria responsável. Os estreptococos beta-hemolíticos são transmitidos pelo contato direto com as lesões, enquanto os Staphylococcus aureus são transmitidos pelo contato com as lesões contaminadas e com objetos contaminados (roupa, mãos sujas).

O tempo de incubação é de 1 a 10 dias.

Como o impetigo é uma doença comum e altamente contagiosa, é preciso isolar os doentes. As pessoas mais afetadas por impetigo são crianças e bebês. Assim, uma vez diagnosticadas, essas crianças devem sair da escola durante o tratamento. É prioritário o afastamento dos bebês, população especialmente suscetível a infecções. Os pacientes ainda estão contagiosos um a dois dias depois do início da antibioticoterapia por via oral. O Ministério francês de Assuntos Sociais e da Saúde recomenda um afastamento de 72 horas após o início da terapia com antibiótico, quando as lesões são extensas e não podem ser protegidas.

Os pais devem notificar a escola para que a infecção não se espalhe ainda mais.

Pessoas em risco

– Em geral, o impetigo é uma doença que afeta principalmente crianças e bebês. Esta é a doença bacteriana da pele mais comum em crianças. Impetigo é uma doença altamente contagiosa, parentes de crianças estão altamente expostos . Assim, os grupos de risco são: pais, irmãos, colegas de classe.

Portanto, é essencial que a criança doente seja colocada em quarentena, ao primeiro sinal da doença. Os pais devem notificar prontamente as classes envolvidas. Nas creches, deve-se garantir que as crianças doentes não entrem em contacto com bebês, que representam uma população frágil e sensível.

O impetigo é mais comum em países em desenvolvimento, onde o estilo de vida é muitas vezes precário. O clima também desempenha um papel no risco de infecção, pois as bactérias responsáveis por esta infecção se desenvolvem mais facilmente em climas quentes e úmidos. Vale lembrar também que o período de contágio da doença em países de clima temperado (países ocidentais), é no verão, estação quente, época de epidemias em comunidades, tais como creches e escolas.

Diabéticos e indivíduos imunocomprometidos frequentemente desenvolvem um impetigo mais sério, mais pronunciado, chamado de ectima.

Sintomas impetigo

Impetigo é uma doença de pele, os sintomas são principalmente cutâneos. Normalmente não há manifestação geral (febre e dor, estado geral de saúde é muito bom).

Os sintomas são os seguintes:

– Fase eritematosa (pele vermelha)

– Aparecimento de bolhas superficiais (bolhas pequenas ou grandes), rodeadas por um círculo vermelho. É o halo inflamatório característico da doença. Esta fase, por vezes é pouco visível, mas evolui rapidamente da seguinte forma:

– Pus nas bolhas (bolhas pioradas e tornam-se enrugadas)

– As bolhas estouram, deixando crostas amareladas semelhantes ao mel (chamadas crostas melicéricas). Estas crostas são características de impetigo e ajudam no diagnóstico médico.

– Coceira

– Adenopatia (inflamação dos gânglios linfáticos)

Essas bolhas podem aparecer na face, orelhas, couro cabeludo, pescoço e mãos.

Em geral, as lesões aparecem primeiramente nos orifícios faciais: boca, nariz. Então, generalizam-se para o rosto e às vezes o resto do corpo.

As lesões em geral são pequenas (tamanho das bolhas e depois das crostas), mas quando há complicações, podem se tornar mais amplas por difusão e pela contaminação ao coçar com as mãos sujas.

Diagnóstico

O médico irá analisar as lesões a fim de detectar os sintomas de impetigo. De fato, o impetigo é uma infecção bacteriana da pele por estreptococos e estafilococos, causando bolhas, vermelhidão e coceira características. As bolhas estouram, deixando crostas amareladas, com exsudação, de cor de mel. São conhecidas como crostas melicéricas e particularmente características da doença. No entanto, normalmente não há febre ou outros sinais gerais. O médico irá fazer perguntas adicionais para traçar a história da doença, a progressão das lesões e evitar que se propague.

Os Staphylococcus aureus são frequentemente a causa de impetigo nos bebês e recém-nascidos.

No caso de ectima, no entanto, trata-se principalmente de estreptococos.

Em princípio, nas formas de impetigo benignas (exceto ectima), não é necessário realizar cultura das lesões, a fim de determinar o agente causador do impetigo e para confirmar o diagnóstico. Este teste será feito somente nos casos mais graves, quando o impetigo é recorrente ou quando há ectima (forma grave de impetigo, lesões mais ulcerativas e com mais crostas). O médico irá realizar uma coleta nas lesões, bem como nas narinas, local em que geralmente se encontra esse tipo de bactéria.

Complicações impetigo

Em geral, o impetigo se cura muito bem, apesar de sua auto-disseminação fácil na pele do doente. O impetigo é tratado com antibióticos sob a forma de creme ou comprimido.

Além disso, devido às bolhas causadas pelo impetigo afetarem somente a epiderme, não há cicatrizes.

A principal complicação do impetigo é uma epidemia. Com efeito, dado que está doença é altamente contagiosa. Este é o momento de ruptura das bolhas cheias de pus, causando a liberação das bactérias que causam o impetigo, sendo essas Staphylococcus e Streptococcus. Assim, a propagação da doença deve ser temida. Razão pelo qual o médico deve determinar a história completa da doença, a fim de proteger o local de trabalho, creche, escola e família, em que o paciente convive.

Quando o impetigo é causado por Streptococcus, deve ser atentar para os possíveis danos nos rins, devido às proteínas M, secretada por certos Streptococcus.

A doença não se generaliza para todo o corpo (exceto a pele). Razão pelo qual, sem tratamento, pode aparecer o ectima (forma mais acentuada da doença), e ainda uma adenopatia.

Após a infecção, o impetigo pode conduzir em alguns casos a um risco de desenvolver doenças renais ou febre reumática.

Tratamentos do impetigo

Normalmente, o impetigo é uma doença benigna. Os critérios para definir a gravidade da doença sã

– As lesões menos extensas do que a área coberta por ambas as palmas das mãos;

– Menos de cinco pontos sobre o corpo coberto por lesões;

– Ausência de sintomas como febre ou outras infecções;

– Progressão lenta das lesões;

Quando estes critérios estão preenchidos, falamos de impetigo benigno.

O tratamento consiste em várias etapas muito específicas:

– Cuidados e higiene;

– Quarentena e proteção do ambiente do paciente (família, e principalmente a escola);

– O tratamento, tais como; tratamento local ou oral;

– Prevenção de glomerulonefrite, a principal complicação do impetigo estreptocócica.

Cuidados e Higiene

O paciente pode lavar com sabão e água, permitindo a eliminação de bactérias e crostas. Em seguida, pode-se aplicar uma pomada antibiótica, se o tratamento for local. Caso contrário, a vaselina é suficiente para passar nas crostas, se o paciente fizer um tratamento oral com antibióticos.

Quarentena e proteção do ambiente do paciente

Se o paciente é tratado com antibióticos por via oral, é necessário que ele seja colocado em quarentena por 48 horas, porque depois já não é mais contagioso. Ao contrário, não é esse o caso quando o tratamento for local (creme de antibiótico). Neste momento, o paciente deve ser colocado em quarentena até quando houver o risco de transmitir a doença.

O tratamento com antibióticos

O impetigo é uma doença infecciosa, é tratável com antibióticos tópicos ou orais. Se o impetigo é extenso, é preferível a via oral.

Quando o impetigo é benigno, isto é, as lesões não são tão pronunciadas, nem muito grande, um antibiótico de uso tópico (em creme) é suficiente. Os antibióticos eficazes neste caso sã o ácido fusídico, mupirocina ou gentamicina. O tratamento dura de 5 a 10 dias, em razão das 3 aplicações por dia que são feitas nos adultos e, geralmente, duas vezes por dia nas crianças.

Se não ocorrer melhora após 48 horas de tratamento local, será necessário estabelecer um tratamento geral com antibióticos, por via oral.

Os antibióticos utilizados no tratamento oral são da classe das penicilinas, cefalosporinas e macrolídeos. Estes antibióticos são eficazes contra os germes que causam o impetig Staphylococcus e Streptococcus. O tratamento dura de 5 a 7 dias. O paciente não é mais contagioso após 48 horas de tratamento.

O médico pode prescrever um tratamento complementar para amolecer as crostas, geralmente a vaselina. Estas crostas podem ser removidas com o alicate. Em seguida, podemos prosseguir com desinfecção das crostas. Ás vezes, um creme de cortisona pode ser aplicado quando as lesões estão muito inflamadas.

A prevenção da glomerulonefrite, a principal complicação do impetigo estreptocócica

Para evitar a glomerulonefrite o médico pesquisa as proteínas presentes na urina usando tiras de teste, três semanas após o tratamento do impetigo.

Alternativas de tratamento do impetigo

O impetigo é uma infecção bacteriana, é essencial o uso de antibióticos e ficar de quarentena, devido sua alta contagiosidade.

Homeopatia

O tratamento homeopático não pode acompanhar o tratamento alopático para uma cura mais rápida das feridas. Os tratamentos homeopáticos são os seguintes:

– Grafite 9CH e Mezereum 9CH, 3 grânulos, 3 vezes por dia, em jejum;

Fitoterapia

O impetigo é uma infecção bacteriana, é essencial recorrer aos antibióticos e à quarentena, dada a sua natureza altamente contagiosa. É altamente desaconselhável a prática da automedicação. A consulta com o médico é sempre necessária. Assim, o conselho dado aqui só deve ser usado como um complemento aos medicamentos prescritos pelo médico.


A árvore do chá (melaleuca, tee tree) produz um óleo essencial conhecido por suas propriedades anticépticas e cicatrizantes. Quando há afecção da pele é possível utilizar uma mistura que deve ser aplicada diretamente sobre as lesões três vezes ao dia. Evite os olhos e mucosas. A fórmula também contém óleo essencial de lavanda e óleo vegetal de amêndoas doces. É contraindicado em pacientes com sensibilidade a um dos seus componentes.

A pomada de calêndula é recomendada externamente. A calêndula amacia as crostas e cura a pele muito bem.

Prevenção impetigo

– O impetigo é uma doença altamente contagiosa, é necessário afastar-se de uma pessoa com impetigo confirmado. O simples contato com as lesões podem causar a doença. Quando o agente infeccioso é o Staphylococcus aureus (caso mais comum em recém-nascidos e bebês), a transmissão pode ser feita através de objetos contaminados (roupa, etc.) ou mãos sujas.

As pessoas com impetigo devem ser colocadas em quarentena para proteger seu ambiente próximo: a escola ou local de trabalho. A escola deve ser notificada imediatamente, a fim de conter a epidemia.

Impetigo é transmitido por bactérias, é essencial a limpeza imediata das feridas, escoriações, e injúrias, pois representam portas de entrada para os agentes infecciosos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é importante sensibilizar as mães e professores. É preferível a limpeza com sabão e água, seguida de uma desinfecção. 
Soluções desinfetantes recomendados são: 
 
Clorexidina e Iodopovidona.

No que diz respeito à Iodopovidona, primeiro é necessário assegurar que o indivíduo não é alérgico. Também é possível a utilização de tiomersal ou violeta genciana.

A limpeza e desinfecção deve ser realizada 2 vezes por dia, a fim de manter a pele sempre limpa. Para soltar suavemente as crostas, é possível a utilização de água com sabão.

Dicas impetigo

–Quando uma pessoa é diagnosticada com impetigo, essa se deve manter em quarentena a fim de evitar a infecção de sua família, pois o impetigo é altamente contagioso. A quarentena vai durar 48 horas após a primeira dose de um antibiótico por via oral.

É importante informar escolas, creches, ambientes profissionais e familiares.

– A limpeza é primordial para evitar a reinfecção, propagação da doença. Será necessário lavar as mãos regularmente, cortar as unhas bem curtas. O banho deve ser rigoroso e diário.

– Durante o tratamento, é aconselhável usar roupas folgadas de algodão, para reduzir o atrito e, portanto, uma disseminação da doença.

– Finalmente, se o impetigo é recorrente, é aconselhável fazer amostras bacteriológicas, a fim de determinar um antibiótico específico e realmente eficaz.

– Lençóis, roupas de cama e toalhas devem ser trocados regularmente.











FONTE:


Artigo retirado e disponível em:

https://www.criasaude.com.br/N8034/doencas/impetigo.html

http://www.mdsaude.com/2011/05/impetigo-bolhoso.html