quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Você sabe o que é SINUZITE?

O que é?


Sinusite é uma doença com base inflamatória e/ou infecciosa que acomete as cavidades existentes ao redor do nariz. Geralmente, é provocada pelo vírus Influenza e, por isso, é muito comum durante crises de gripe, mas também pode surgir devido ao desenvolvimento de bactérias nas secreções nasais, que ficam presas no interior dos seios nasais, como acontece após alergias.

Principais tipos

A sinusite pode ser dividida em vários tipos, dependendo dos seios nasais afetados, da duração dos sintomas e do tipo de causa. Assim, quando a sinusite afeta apenas os seios nasais de um do lado do rosto, é conhecida como sinusite unilateral, enquanto que quando afeta seios dos dois lados é conhecida como sinusite bilateral.
Já quando se fala da duração dos sintomas, a sinusite é conhecida como sinusite aguda quando dura menos de 4 semanas, sendo principalmente provocada por vírus, e sinusite crônica quando dura mais de 4 semanas, sendo produzida por bactérias.
Da mesma forma, quando se avalia a sinusite pelas suas causas, ela pode ser conhecida como sinusite viral, se for provocada por vírus, por sinusite bacteriana, se for causada por bactérias, ou por sinusite alérgica, se for causada por uma alergia.
                         

Identificando

Os principais sintomas da sinusite são o surgimento de secreção nasal espessa e amarelada, acompanhada de sensação de peso ou pressão no rosto. No entanto, outros sintomas que também podem aparecer incluem:
  • Dor de cabeça, que pode se espalhar para os olhos e nariz;
  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para respirar pelo nariz;
  • Perda do olfato e gosto;
  • Mau hálito;
  • Tosse que piora à noite.
Além disso, também pode surgir febre acima de 38ºC e tonturas, especialmente nos casos de sinusite bacteriana, sendo que nestes casos também é comum que as secreções nasais passem de amarelo para uma coloração esverdeada.
Os sintomas de sinusite podem ser difíceis de distinguir dos sintomas de alergia e, por isso, quando a alergia dura mais de 7 dias deve ser avaliada por um clínico geral ou otorrinolaringologista, para iniciar o tratamento adequado. 

Como se adquire?
Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação destas cavidades com as fossas nasais. Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento.
Sintomas
A doença pode gerar sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, sensação de mau cheiro oriunda do nariz ou da boca e obstrução nasal com eventuais espirros.
Diagnóstico médico
O diagnóstico da sinusite deve ser feito por um otorrinolaringologista e, normalmente, é feito apenas com a observação dos sintomas e palpação dos seios nasais para avaliar se existe sensibilidade nessa região. Porém, o médico também pode pedir outros exames como:
  • Endoscopia nasal: é introduzido um pequeno tubinho pelo nariz para observar o interior dos seios nasais, podendo identificar se existem outras causas, como pólipos nasais que possam estar provocando sinusite;
  • Tomografia computadorizada: avaliam a presença de uma inflamação profunda que pode não ser identificada com a endoscopia nasal e também permitem observar a anatomia dos seios nasais;
  • Colheita de secreções nasais: o médico recolhe uma pequena amostra das secreções nasais para enviar para o laboratório e avaliar a presença de micro-organismos como bactérias ou vírus;
  • Teste de alergia: os testes de alergia servem para identificar uma causa alérgica, quando o médico não consegue encontrar vírus ou bactérias no exame de colheita de secreções, por exemplo.
Embora fosse muito utilizado, o exame de raio X já não é pedido muitas vezes pelos médico, pois a tomografia computadorizada apresenta maior precisão para confirmar o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.
  • Sprays nasais: ajudam a aliviar a sensação de nariz entupido;
  • Remédios antigripais: ajudam a aliviar a sensação de pressão no rosto e a dor de cabeça, por exemplo;
  • Antibióticos orais: são usados apenas em casos de sinusite bacteriana para eliminar as bactérias.
Para complementar o tratamento, existem alguns remédios caseiros para sinusite como a lavagem nasal com água e sal ou soro fisiológico, ou inalações a vapor para ajudar a reduzir os sintomas  
Prevenção
O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e/ou cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.
Além disso, deve-se ainda ter alguns cuidados que ajudam os sintomas de sinusite a desaparecer mais rapidamente, como lavar o nariz com soro fisiológico 2 a 3 vezes por dia, evitar ficar muito tempo em locais fechados, ficar longe de fumaça ou poeira e beber entre 1,2 a 2 litros de água por dia.
Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.
O que perguntar ao médico?
A minha sinusite tem cura?
Se ela retorna frequentemente não seria necessário combater os fatores predisponentes?
Quais as repercussões a médio e longo prazo de uma sinusite mal tratada?




Fonte:
Tua Saúde link: https://www.tuasaude.com/sinusite/
ABC da Saúde link: https://www.abcdasaude.com.br/otorrinolaringologia/sinusite 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Importância do Aconselhamento Genético (AG)

Fonte: Guia do Bebê



Aconselhamento Genético (AG) é um processo de comunicação sobre problemas humanos associados com a ocorrência, ou risco, de recorrência de uma doença genética na família, através do qual os pacientes e/ou parentes que possuam ou estejam em risco de possuir uma doença hereditária são informados sobre as características da condição, a probabilidade ou risco de desenvolvê-la, ou transmiti-la, e as opções pelas quais pode ser prevenida ou melhorada.

Por que Fazer?


Muitos casais deixam de ter um ou mais filhos, porque eles ou familiares tiveram uma gestação ou um filho com uma doença genética;

Por que nem tudo que é congênito é hereditário;

Para permitir um planejamento familiar de melhor qualidade, nesta e em futuras gerações;

Para avaliar tensões na gravidez, às vezes decorrentes de sentimento de culpa;

Para compreender melhor as causas de doenças nas famílias.

Objetivo?

Ajudar o paciente e seus familiares a:

  • Compreender os fatos médicos, incluindo curso provável da doença e conduta disponível;

  • Avaliar o modo pelo qual ocorre a hereditariedade para o distúrbio;

  • Compreender as alternativas para lidar com a recorrência;

  • Escolher a opção mais apropriada para a evolução da gestãção, de acordo com suas metas de planejamento familiar, padrões éticos, morais, religiosos, sócio-econômicos;

  • Adaptar-se da melhor maneira possível, ao nascimento e à vida de um membro da família que terá uma doença genética.

Situações indicado

Crianças



  • Avaliação de crianças com aparência física (em especial facial) diferente, dismórfica;


  • Avaliação de crianças com deficiências de causa desconhecida, em especial deficiência mental, auditiva e visual;


  • Avaliação de crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;


  • Avaliação de crianças com uma ou múltiplas malformações maiores (como por exemplo, fissuras lábio-palatais, defeito de tubo neural, anomalias esqueléticas, cardiopatias), ou mais de duas malformações menores;


  • Avaliação de crianças com síndrome, ou doença, possivelmente ou definitivamente de etiologia genética;


  • Avaliação de crianças com genitália ambígua e outras anomalias de desenvolvimento sexual;


  • Avaliação de crianças com suspeita de terem erros inatos do metabolismo;


  • Avaliação de crianças com déficit pondero-estatural [decréscimo de peso e altura] ou super-crescimento;


  • Avaliação de crianças com regressão neurológica ou miopatia; [doença ou condição anormal da musculatura esqueletal]


  • Avaliação de crianças que foram expostas a teratógenos [qualquer agente(radiação, produto químico, vírus, etc.) que cause ou aumente a incidência de malformações congênitas ou monstruosidades durante o desenvolvimento embrionário] ou agentes mutagênicos; [qualquer procedimento, ação química, droga capaz de induzir mutações genéticas]


  • Avaliação de crianças que já realizaram testes de triagem neonatal, cujos resultados são alterados ou duvidosos


  • Avaliação de crianças do sexo feminino com amenorréia primária. [quando as menstruações nunca apareceram]

Adultos


  • Preocupados com o risco de desenvolver uma determinada condição genética, devido a sua história clínica pessoal ou história familiar de doenças hereditárias;


  • Que foram expostos a agentes mutagênicos (ex.: radioterapia)


  • Pertencentes a certos grupos étnicos de risco elevado para desenvolverem certas doenças genéticas como, por exemplo, os descendentes de povos mediterrâneos;


  • Que querem realizar, ou já realizaram, testes genéticos pré-sintomáticos de doenças genéticas;


  • Que querem realizar ou já realizaram testes de detecção de heterozigotos/portadores;[diz-se de indivíduo cujos variantes de um ou mais genes são diferentes]


  • Que tenham vários casos de câncer na família, ou casos de câncer com início mais precoce do que o habitual para aquele tipo de câncer.

Casais que pretendem engravidar


  • e são parentes entre si;


  • e um deles, ou ambos, tem Idade avançada;


  • e um deles, ou ambos, fizeram ou estão fazendo uso de teratógenos, como por exemplo certos medicamentos (ácido retinóico, cytotec,


  • anticonvulsantes, anticoagulantes, etc.) e/ou drogas (incluindo álcool, tabaco), e desejam orientação quanto à administração/interrupção de medicamentos antes da gestação;


  • e um deles, ou ambos, se expuseram a agentes mutagênicos, como, por exemplo, irradiação;


  • e um deles, ou ambos, estão infectados por vírus ou bactérias (HIV, Rubéola, Toxoplasma gondi, Citomegalovírus, etc.).


  • e a mulher tem uma condição médica conhecida ou suspeita que possa afetar o desenvolvimento fetal, como Diabetes;

  • e um deles ou ambos possui uma doença genética hereditária;


  • e o homem tem esterilidade por oligo/azoospermia[(baixa produção de espermatozóides]


  • e o casal tem histórico de abortamentos;


  • e sabidamente existe um risco de incompatibilidade sanguínea entre o casal;


  • e tiveram um feto com doença genética (confirmada ou suspeita) em gestação anterior;


  • e tiveram ou tem um filho anterior ou história de outros familiares com doença neurodegenerativa;


  • e tiveram ou tem um filho anterior ou história de outros familiares;


  • portadores de alguma malformação congênita, como por exemplo, os defeitos de fechamento de tubo neural (Anencefalia, meningomielocele);


  • e tiveram ou tem um filho anterior ou história de outros familiares com deficiência mental;


  • e tiveram ou tem um filho anterior ou história de outros familiares, ou eles próprios, com diagnóstico de doença gênica;


  • e pertencem a grupos étnicos de risco, como por exemplo os descendentes de povos Mediterrâneos;


  • e têm história familiar de doença metabólica;


  • e que tiveram gestações prévias, em que ocorreu natimortalidade ou neomortalidade.
Casais que durante o período gestacional se preocupam, pois:

Um deles, ou ambos, inadvertidamente, fizeram uso de teratógenos durante a gestação como, por exemplo certos medicamentos (cytotec, anticonvulsantes, anticoagulantes, antagonistas da tireóide, etc.), drogas (incluindo álcool), agentes infecciosos;

Houve exposição materna ou paterna a agentes mutagênicos na gestação como, por exemplo, irradiação;

É detectada uma, ou mais, malformações fetais ao ultra-som obstétrico;

É detectado aumento da espessura da translucência nucal fetal [área com líquido existente na nuca do feto, que pode ser medida através de exame ecográfico] ou alteração em exames bioquímicos de rastreamento de anomalias fetais;

Existe duvida sobre a paternidade.


Fonte: Conteúdo retirado e disponível no Site ABC da Saúde no link:
 https://www.abcdasaude.com.br/genetica-clinica/aconselhamento-genetico