O que é Diabetes tipo 2?
O
diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo metaboliza
a glicose, principal fonte de energia do corpo. A pessoa com diabetes tipo 2
pode ter uma resistência aos efeitos da insulina - hormônio que regula a
entrada de açúcar nas células - ou não produz insulina suficiente para manter
um nível de glicose normal. Quando não tratada, a diabetes tipo 2 pode ser
fatal.
Fatores de risco
Qualquer
pessoa pode ter diabetes tipo 2. Mas existem algumas condições que aumentam o
risco:
- Idade acima de 45 anos
- Obesidade e sobrepeso
- Diabetes gestacional anterior
- Histórico familiar de diabetes tipo 2
- Pré-diabetes
- Sedentarismo
- Baixos níveis de colesterol HDL
- Triglicerídeos elevados
- Hipertensão
- Consumo elevado de álcool.
- Infecções frequentes. Alguns exemplos são bexiga, rins, pele e infecções de pele
- Feridas que demoram para cicatrizar
- Alteração visual (visão embaçada)
- Formigamento nos pés e furúnculos
- Vontade de urinar diversas vezes
- Fome frequente
- Sede constante.
- Valores acima de 100 mg/dL são indicativos para prosseguir a investigação com a curva glicêmica
- Duas glicemias de jejum acima de 126 mg/dL são diagnósticas para diabetes tipo 2. Valores acima de 200 mg/dL também são considerados diagnósticos para diabetes tipo 2.
- Para as pessoas sadias: entre 4,5% e 5,7%
- Para pacientes já diagnosticados com diabetes: abaixo de 7%
- Anormal próximo do limite: 5,7% e 6,4% e o paciente deverá investigar para pré-diabetes
- Consistente para diabetes: maior ou igual a 6,5%.
- Em jejum: abaixo de 100mg/dl
- Após 2 horas: 140mg/dl
- Hemoglobina glicada maior que 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados)
- Uma dosagem de hemoglobina glicada associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl na presença de sintomas de diabetes
- Sintomas de urina e sede intensas, perda de peso apesar de ingestão alimentar, com glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl
- Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl em pelo menos duas amostras em dias diferentes
- Glicemia maior que 200 mg/dl duas horas após ingestão de 75g de glicose.
- Inibidores da alfaglicosidase: são medicamentos que impedem
a digestão e absorção de carboidratos no intestino. Os carboidratos vão
determinar o aumento da glicose no sangue, então ao bloquear a absorção pretendese
evitar que o carboidrato que foi ingerido cause aumento da glicemia. Seu
principal uso é no controle do aumento da glicose após as refeições. No
Brasil, temos disponível o medicamento acarbose, via oral. Reduz a
hemoglobina glicada entre 0,6 e 1,1%.
- Biguanidas: a principal representante dessa classe é a
metformina, via oral. A fenformina foi retirada do mercado por efeitos
colaterais. A metformina reduz a produção hepática de glicose e combate a
resistência à insulina, tem alto potencial de redução da A1C (até 2%) e
não causa hipoglicemia. Pelo seu efeito de agir diretamente na causa do
diabetes tipo 2, que é a resistência insulínica, é o primeiro medicamento
a ser pensado para começar o tratamento do diabetes tipo 2. Pode causar
intolerância gastrintestinal e existem opções de comprimidos com liberação
lenta que podem ser utilizados naqueles pacientes que apresentam
intolerância gastrintestinal.
- Sulfonilureias: Estimulam a produção
pancreática de insulina pelas células beta do pâncreas, tem alto potencial
de redução de A1C (até 2% em média), mas podem causar hipoglicemia. São
representantes mais conhecidos e utilizados desta classe: glibenclamida,
gliclazida e glimepirida, todos via oral.Tiazolidinedionas: São medicamentos que agem
dentro do núcleo celular, em um receptor chamado ppar-gama. Os efeitos
dessa ativação incluem a redução da resistência insulínica, principalmente
no músculo e tecido adiposo, agindo então na causa do diabetes tipo 2.
Existem dois representantes da classe: rosiglitazona e pioglitazona, via
oral. Podem reduzir de 1 a 2% a hemoglobina glicada, mas geram aumento de
peso.
- Inibidores enzima DPP-4: sitagliptina, vildagliptina,
saxagliptina são alguns medicamentos desta nova classe, todos ministrados
via oral. O nosso intestino libera um peptídeo chamado GLP-1 imediatamente
após a alimentação. A função do GLP-1 é estimular a liberação de insulina,
diminuir a produção da glicose no fígado e aumentar a sensibilidade à
insulina, dentro outras funções. O GLP-1 é rapidamente degradado pela
enzima DPP-4, então esses medicamentos bloqueiam a DPP-4 e aumentam a ação
do GLP-1. Por estimular a secreção de insulina, o GLP-1 é chamado de
“incretina”. Esse medicamentos para diabetes tipo 2 reduzem em até 1% a
hemoglobina glicada.
- Glinidas: nateglinida e repaglinida, via oral. Agem
também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas, mas
diferentemente das sulfoniluréias, seu efeito é mais rápido. Além disso, o
efeito das glinidas é dependente da glicose, logo o efeito será maior
quanto maior for a glicose. A redução da hemoglobina glicada é de 0,5 a
1,5%.
- Injetáveis: Para o tratamento do diabetes tipo 2 existe
uma classe de medicamentos chamada análogos do GLP-1, que é injetável. O
exenatide é um análogo sintético do GLP-1, o hormônio que estimula o
pâncreas a produzir insulina. Foi o primeiro análogo a ser comercializado
e quando adicionado ao tratamento dos pacientes que já utilizavam
metformina e sulfoniluréias, levou à uma redução adicional de 1,1% da
hemoglobina glicada. O liraglutide é um novo análogo de GLP-1, aplicado
uma vez ao dia e quando usado no tratamento de pacientes com diabetes
apresentou melhora do controle glicêmico e redução do peso corporal.
- Realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões
- Manter uma alimentação saudável
- Utilizar os medicamentos prescritos
- Praticar atividades físicas
- Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.
- Manter o peso normal
- Não fumar
- Controlar a pressão arterial
- Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas
- Praticar atividade física regular.
- Andressa Heimbecher, endocrinologista titular na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society
- Danilo Höfling, endocrinologista e doutor em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
- Cleide Sabino, endocrinologista do Laboratório Pasteur
- Milena Teles, endocrinologista do Fleury Medicina e Saúde
Causas
Ao
contrário das pessoas com diabetes tipo 1, as pessoas com diabetes tipo 2
produzem insulina. Entretanto, o corpo pode criar uma resistência à insulina –
ou seja, ele não responde da forma como deveria à ação da insulina e não a
utiliza corretamente. Também pode acontecer de o paciente com diabetes tipo 2
não produzir insulina suficiente para suprir as demandas do seu corpo. Nesse
processo, a insulina insuficiente não consegue carregar todo o açúcar para
dentro das células, e ele acaba se acumulando no sangue.
Quando
se tem diabetes tipo 2, os adipócitos (células de gordura), os miócitos
(células dos músculos) e os hepatócitos (células do fígado) não respondem
corretamente à insulina, e por isso o açúcar não entra nessas células, ficando
na corrente sanguínea.
O
adipócito é a nossa célula de estoque de gordura. Quando ele é sensível a
insulina, significa que ele reconhece a glicose circulante e ativa mecanismos
de "poupar", ou seja, ele não retira a gordura de dentro dele para
disponibiliza-la ao corpo como forma de energia. Quando o adipócito é
resistente a ação da insulina, ele não reconhece a glicose circulante e entende
que o organismo está com falta de energia, com isso ele libera a gordura que
está no seu interior para o sangue, é por isso que o paciente com diabetes além
de ter glicose alta pode também ter colesterol alto.
Os
hepatócitos também funcionam de forma semelhante, isto é, quando são sensíveis
à ação da insulina absorvem glicose e a estocam. Quando são resistentes, eles
não reconhecem a glicose alta no sangue e entendem que existe falta de glicose,
liberando mais glicose para o sangue e piorando o processo.
As
células dos músculos também: com a insulina elas absorvem glicose para usar
como energia, sem a insulina entendem que está faltando e sinalizam para o
corpo a necessidade de queimar gordura para fornecer energia.
Perguntas frequentes:
Meu exame de glicemia está acima dos 100 mg/dl.
Estou com diabetes?
Não necessariamente. O exame de glicemia do jejum é
o primeiro passo para investigar o diabetes e acompanhar a doença. Os valores
normais da glicemia do jejum ficam entre 75 e 110 mg/dL (miligramas de glicose
por decilitro de sangue). Estar um pouco acima ou abaixo desses valores indica
apenas que o indivíduo está com uma glicemia no jejum alterada. Isso funciona
como um alerta de que a secreção de insulina não está normal, e o médico deve
seguir com a investigação solicitando um exame chamado curva glicêmica, que
define se o paciente possui intolerância à glicose, diabetes ou então apenas um
resultado alterado.
Diabetes é contagioso?
O diabetes não passa de pessoa para pessoa. O que
acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a
doença e não uma transmissão comum. Pode acontecer, por exemplo de a mãe ter
diabetes e os filhos nascerem totalmente saudáveis. Já o diabetes tipo 2 é uma
consequência de maus hábitos, como sedentarismo e obesidade, que também podem
ser adotados pela família inteira - explicando porque pessoas próximas tendem a
ter a doença conjuntamente.
Posso consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana?
Apesar de naturais, esses alimentos tem açúcar do
tipo sacarose, maior vilã do diabetes. Hoje, os padrões internacionais já
liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o
controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma
crise. O paciente até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode
abusar e compensar com equilíbrio na dieta.
Insulina causa dependência química?
A aplicação de insulina não promove qualquer tipo
de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a
entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. Não se trata de
dependência química e sim de necessidade vital. O paciente com diabetes precisa
da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância.
Sintomas de Diabetes tipo 2
Normalmente,
as pessoas com diabetes tipo 2 não apresentam sintomas no início, podendo ter a
doença assintomático por muito anos.Os primeiros sintomas de diabetes tipo 2
podem ser:
Na
presença desses sintomas, principalmente associado aos fatores de risco, é
importante visitar um médico e fazer uma investigação para o diabetes tipo 2.
Diagnóstico de Diabetes tipo 2
O
diagnóstico de diabetes tipo 2 normalmente é feito usando três exames:
Glicemia de jejum
A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de
açúcar no seu sangue naquele momento, servindo para monitorização do tratamento
do diabetes. Os valores de referência ficam entre 65 a 99 miligramas de glicose
por decilitro de sangue (mg/dL). O que significam resultados anormais:
Hemoglobina glicada
Hemoglobina glicada (HbA1c) é a fração da
hemoglobina (proteína dentro do glóbulo vermelho) que se liga a glicose.
Durante o período de vida da hemácia - 90 dias em média - a hemoglobina vai
incorporando glicose, em função da concentração deste açúcar no sangue. Se as
taxas de glicose estiverem altas durante todo esse período ou sofrer aumentos
ocasionais, haverá necessariamente um aumento nos níveis de hemoglobina
glicada. Dessa forma, o exame de hemoglobina glicada consegue mostrar uma média
das concentrações de hemoglobina em nosso sangue nos últimos meses. Os valores
da hemoglobina glicada irão indicar se você está ou não com hiperglicemia,
iniciando uma investigação para o diabetes tipo 2. Valores normais da
hemoglobina glicada:
Curva glicêmica
O exame de curva glicêmica simplificada mede a
velocidade com que seu corpo absorve a glicose após a ingestão. O paciente
ingere 75g de glicose e é feita a medida das quantidades da substância em seu
sangue após duas horas da ingestão. No Brasil é usado para o diagnóstico o
exame da curva glicêmica simplificada, que mede no tempo zero e após 120
minutos. Os valores de referência são:
Curva
glicêmica maior que 200 mg/dl após duas horas da ingestão de 75g de glicose é
suspeito para diabetes.
A
Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda como critério de diagnóstico de
diabetes tipo 2 as seguintes condições:
É
importante fazer esses exames regularmente, junto com o seu check-up médico.
Isso porque o diabetes tipo 2 pode demorar para apresentar sintomas.
Tratamento de Diabetes tipo 2
O
tratamento do diabetes tipo 2 visa baixar os níveis de glicose no sangue do
paciente e cuidar para que ele não sofra nenhum tipo de complicação. Os
principais cuidados para tratar o diabetes tipo 2 incluem:
Exercícios físicos
A atividade física é essencial no tratamento do
diabetes tipo 2, pois ela ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue
controlados e no emagrecimento. A prática de exercícios deve ser realizada de
três a cinco vezes na semana. Caso o diabetes tipo 2 esteja descontrolado, com
glicemia muito elevada, o exercício pode causar a liberação de hormônios
contrarreguladores, aumentando mais ainda a glicemia – por isso, é importante
visitar o seu médico e sempre fazer a medicação da glicemia antes de iniciar
uma atividade física. É importante que o paciente com diabetes tipo 2 sempre
combine com seus médicos quais são as melhores opções de atividade física e
frequência. Lembrando que o ideal é privilegiar exercícios leves, pois quando o
gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode
haver a hipoglicemia.
Controle da dieta
Pessoas com diabetes tipo 2 devem evitar os
açúcares presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães, pois
eles possuem um índice glicêmico muito alto. Quando um alimento tem o índice glicêmico
baixo, ele retarda a absorção da glicose, que não se concentra no sangue. Mas,
quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de
glicose no sangue, gerando uma hiperglicemia. Os carboidratos devem constituir
de 50 a 60% das calorias totais ingeridas pela pessoa com diabetes,
preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que
serão absorvidos mais lentamente. Também é importante que a dieta do portador
de diabetes tipo 2 seja balanceada, cortando os excessos de gordura e
priorizando o consumo de frutas e vegetais.
Quando
for praticar exercícios é importante verificar o controle glicêmico antes do
início da atividade, para então escolher o melhor alimento - se a glicemia está
muito baixa, é aconselhável dar preferência aos carboidratos, assim como
deve-se evitá-los se estiver alta. A escolha do alimento depende também do tipo
de exercício: exercícios aeróbicos de grande duração (como corrida e natação)
tendem a baixar a glicemia, sendo necessária uma ingestão maior de alimentos.
Verificar a glicemia
Alguns portadores de diabetes tipo 2 precisam fazer
as medições regulares de insulina, alguns diariamente. Para fazer essa medida é
necessário ter em casa um glicosímetro, dispositivo capaz de medir a
concentração exata de glicose no sangue. Existem diferentes tipos de aparelhos.
Normalmente, a pessoa fura o dedo com uma agulha pequena chamada lanceta. Uma
pequena gota de sangue aparece na ponta do dedo. Coloca-se o sangue em uma tira
reagente que é inserida no aparelho. Os resultados aparecem em cerca de 30 a 45
segundos.
O
médico ou outro profissional que trabalhe com diabetes ajudará a definir um
cronograma de testes feitos em casa. O médico o ajudará a definir as metas
relativas às taxas de glicose do paciente, que deve se basear nos resultados
dos testes para alterar as refeições, suas atividades ou os medicamentos e,
assim, manter os níveis de glicose normalizados. Este procedimento pode ajudar
a identificar as altas e as baixas taxas de glicose no sangue antes que causem
problemas.
Maneire no consumo de bebidas alcoólicas
O consumo de álcool não é proibido para quem tem
diabetes tipo 2, mas deve ser moderado e sempre acompanhado de um alimento,
pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia. O que pode causar enjoo,
tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça. Também é
importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas
alcoólicas. Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos.
Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas.
Evite saunas e escalda pés
O diabetes tipo 2 afeta a microcirculação,
lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, que atingem
especialmente as pernas e os pés. Em função desta alteração circulatória, os
riscos de exposição às altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar
ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos. Além disso,
o diabetes afeta a sensibilidade dos pés, e a pessoa pode não perceber a água
muito quente ao fazer escalda pés.
Aumente os cuidados com os olhos
As células da córnea do paciente com diabetes tipo
2 não têm a aderência que se encontra na maioria daqueles que não tem diabetes.
Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas
e doenças como catarata e glaucoma.
Controle o estresse
Pessoas com diabetes têm maiores chances de ter
ansiedade e depressão. Os pacientes podem sentir uma sensação de ansiedade em
relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação de insulina, ou com o ganho
de peso.
Corte o cigarro
Diabetes e cigarro multiplicam em até cinco vezes o
risco de infarto. As substâncias presentes no cigarro ajudam a criar acúmulos
de gordura nas artérias, bloqueando a circulação. Consequentemente, o fluxo
sanguíneo fica mais e mais lento, até o momento em que a artéria entope. Além
disso, fumar também contribui para a hipertensão no paciente com diabetes tipo
2.
Cuide da saúde bucal
A higiene bucal após cada refeição para o paciente
com diabetes é fundamental. Isso porque o sangue dos portadores de diabetes,
com alta concentração de glicose, é mais propício ao desenvolvimento de
bactérias. Por ser uma via de entrada de alimentos, a boca acaba também recebe
diversos corpos estranhos que, somados ao acúmulo de restos de comida,
favorecem a proliferação de bactérias. Realizar uma boa escovação e ir ao
dentista uma vez a cada seis meses é essencial.
Cuide das comorbidades
No geral, o diabetes tipo 2 vem acompanhados de
outros problemas, como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos
elevados e hipertensão. Dessa forma, é importante consultar seu médico e cuidar
também dessas outras doenças e problemas que podem aparecer junto com o
diabetes tipo 2. Dessa forma, você garante a sua saúde e consegue controlar
todas as doenças com mais segurança.
Medicamentos
Entre os medicamentos que podem ser usados para
controlar o diabetes tipo 2 estão:
Complicações possíveis
Retinopatia diabética
Lesões que aparecem na retina do olho, podendo
causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.
Arteriosclerose
Endurecimento e espessamento da parede das artérias
Nefropatia diabética
Alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem
com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua
função lentamente, mas de forma progressiva até a sua paralisação total.
Neuropatia diabética
Os nervos ficam incapazes de emitir e receber as
mensagens do cérebro, provocando sintomas, como formigamento, dormência ou
queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento
muscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso
de transpiração e impotência.
Pé diabético
Ocorre quando uma área machucada ou infeccionada
nos pés de quem tem diabetes tipo 2 desenvolve uma úlcera (ferida). Seu
aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os
níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser
tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do
membro afetado.
Infarto do miocárdio e AVC
Ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são
afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração
e o cérebro. O bom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos
que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do
tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desse problema
é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes, tanto o tipo 1 quanto o
diabetes tipo 2.
Infecções
O excesso de glicose pode causar danos ao sistema
imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de
infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a
vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice
de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em
áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão
cirúrgica.
Hipertensão
Existem alguns fatores de risco em comum entre
diabetes do tipo 2 e a hipertensão arterial, como obesidade, sedentarismo e má
alimentação. Além disso, o paciente com diabetes tem uma maior propensão a
desenvolver problemas renais, e isso compromete a eliminação de substâncias
pela urina, como o sal e a água. O aumento de sal e água na circulação está relacionado
com o aumento da pressão arterial, levando à hipertensão.
Outro
problema recorrente em pacientes com diabetes tipo 2 é a oxidação dos vasos
sanguíneos com mais rapidez do que o normal, devido ao excesso de açúcar no
sangue. Com isso, as artérias podem se entupir, aumentando a pressão arterial.
Convivendo/Prognóstico
Pacientes
com diabetes devem ser orientados a:
Prevenção
Pacientes
com história familiar de diabetes tipo 2 ou fatores de risco devem ser
orientados a:
(Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/diabetes-tipo-2)

