sábado, 16 de maio de 2020

CITOMEGALOVÍRUS (CMV)




O citomegalovírus (CMV) pertence à família do herpesvírus e causa uma infecção muitas vezes assintomática.
As manifestações clínicas da infecção pelo CMV variam de uma pessoa para outra e incluem discreto mal-estar e febre baixa. Porém, quando transmitido para bebês e pacientes com o sistema imunológico enfraquecido pode causar febre, dor de garganta, aumento do fígado, baço, e outros sérios problemas.

O CMV nunca abandona o organismo da pessoa infectada. Permanece em estado latente e qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.


O CMV pode ser transmitido das seguintes formas:
  1. Por via respiratória. Tosse, espirro, fala, saliva, secreção brônquica e da faringe servem de veículo para a transmissão do vírus;
  2. Por transfusão de sangue;
  3. Por transmissão vertical da mulher grávida para o feto ou durante o parto;
  4. Por via sexual. Nesse caso, ele é considerado causador de infecção sexualmente transmissível;
  5. Por objetos como xícaras e talheres. Embora esse tipo de transmissão seja pouco comum, ele é possível porque o CMV não é destruído pelas condições ambientais.

O período de incubação varia de alguns dias a poucas semanas.


Sintomas(infecção)

Na fase aguda, a principal manifestação é a citomegalomononucleose, com sintomas semelhantes aos da mononucleose infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB). A diferença é que o VEB também pode causar dor de garganta com placas que parecem amidalite, enquanto o CMV não causa lesões na garganta:
  1. Febre;
  2. Mal-estar;
  3. Fadiga;
  4. Aumento do fígado e do baço;
  5. Presença de linfócitos atípicos.

Infecção Congênita

Todo cuidado é pouco durante a gravidez para que o bebê possa nascer saudável, pois é um período em que podem surgir as doenças verticalmente transmissíveis.

Mulheres que já portavam o vírus antes da gestação dificilmente passarão para o feto. Contudo, caso seja infectada por CMV enquanto grávida o risco de transmitir uma infecção congênita ou intrauterina é alto.

O Ministério da Saúde estima que 1% dos recém-nascidos são infectados por CMV. Nestes casos podem ocorrer consequências como atrasos neurológicos, microcefalia e surdez.

Complicações


O reaparecimento do quadro infeccioso está associada à deficiência do sistema imunológico.
 
Nos imunodeprimidos, lesões ulceradas podem comprometer todo o aparelho digestivo (boca, garganta, faringe, esôfago, estômago, intestino grosso e delgado).

Nos pacientes com aids, a complicação mais comum é a coriorretinite, que pode levar à cegueira, mas existem outras, como pneumonia, comprometimento dos intestinos, do fígado e do sistema nervoso central, que resultam em perda do movimento dos membros inferiores, em mielite e encefalite.

Diagnóstico


O Ministério da Saúde reconhece três técnicas para detecção do CMV, que são:

Detecção do DNA viral por diagnóstico molecular (PCR)

A detecção do DNA viral pela PCR com o Kit XGEN Master CMV acontece com uma única amostra de sangue, plasma ou fluído amniótico. É um método rápido e sensível com especificidade semelhante às do isolamento viral, contudo, apresenta algumas vantagens como a rapidez da obtenção do resultado – o processamento do teste leva apenas 2 horas e meia.

Este teste é importante principalmente para detectar a presença do CMV em recém-nascidos, sendo considerado marcador definitivo de infecção congênita pelo CMV.

Isolamento viral em cultura de fibroblastos humanos

O isolamento viral é sensível e específico, mas leva em torno de 5 a 7 dias para apresentar o resultado positivo para a infecção. Como a replicação do vírus é lenta, o resultado negativo só pode ser confirmado após um mês de observação das culturas celulares.

Testes sorológicos (IgM e IgG anti-CMV)

Embora os testes sorológicos disponíveis sejam os exames mais comumente solicitados, eles têm papel limitado no diagnóstico da infecção congênita por CMV, pela baixa sensibilidade e especificidade quando comparados ao isolamento viral e ao diagnóstico molecular.

Tratamento



Em geral a infecção regride espontaneamente e são necessários somente medicamentos para aliviar sintomas, como analgésicos.

O uso de antivirais fica reservado para as formas graves da doença, quando há sério risco à saúde do paciente, e pode ser administrado por via oral ou venosa, por períodos de pelo menos 1 mês. É necessário atenção ao tempo de tratamento devido ao efeito tóxico dessas drogas sobre os glóbulos do sangue e os rins.


Prevençoes


  1. Não se descuide do uso de preservativo nas relações sexuais como forma de evitar a transmissão;
  2. Procure não usar copos, xícaras e talheres se não tiver certeza de que foram bem lavados;
  3. Esteja atento ao fato de ser portador do citomegalovírus, pois ele pode provocar uma infecção aguda se suas reservas imunológicas ficarem enfraquecidas;
  4. Lembre-se de que a transmissão vertical do CMV durante a gestação é a principal causa de retardo mental em crianças. Siga rigorosamente as orientações para evitar a transmissão, como não compartilhar objetos (mesmo de familiares e pessoas próximas), evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência.
 
 
 
 
Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_recem_nascido_%20guia_profissionais_saude_v2.pdf
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/citomegalovirus-cmv/
 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Métodos contraceptivos: Conheça as opções


 Nos dias atuais, a uma série de métodos contraceptivos disponíveis para as mulheres se protegerem e evitarem uma gravidez não planejada.

Independente de qual método você opte, é essencial que você consulte o seu médico e não comece a fazer uso por conta própria. Cada organismo reage de uma maneira e nem sempre o método da sua amiga vai ser o melhor método para você. A partir do histórico clínico e do exame físico geral e ginecológico da paciente, o médico pode orientar o método contraceptivo, incluindo os métodos hormonais.

Os hormônios dos anticoncepcionais atuam principalmente inibindo a ovulação, o que é a base para impedir a gravidez. Os efeitos colaterais que podem ocorrer incluem inchaço, diminuição da libido, sangramento genital irregular e dor de cabeça, entre outros.

Um dos métodos mais conhecidos é a pílula, mas há algumas doenças que tornam o seu uso restrito. Doenças graves do fígado, câncer de mama, endométrio e doenças tromboembólicas agudas (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral) assim como suspeita de gravidez ou atraso menstrual sem diagnóstico definitivo, são contraindicações absolutas para o uso da pílula anticoncepcional.

Todos os métodos hormonais são incluídos nessas restrições, independente da via de administração (oral, injetável, transdérmico, anel vaginal). Os métodos contraceptivos não hormonais são liberados, como por exemplo, DIU de cobre e preservativos.
  • Métodos contraceptivos femininos

DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)

São pequenas peças de plástico no formato da letra “T” ou do número “7”, com cerca de 2,5 a 3cm introduzidas no interior do útero. Podem ser utilizas com hormônio ou ter partes metálicas (cobre).

Esse metal atua matando os espermatozoides e impedindo a fertilização. Já o DIU com hormônio libera pequenas quantidades de progesterona no interior do útero provocando alterações do endométrio (camada que reveste o útero) e do muco do colo uterino, dificultando  a entrada dos espermatozoides e a sua sobrevivência.

Eficácia

Se  usado corretamente o risco de gravidez é de 0,3% para o DIU de cobre e de 0,1% para o DIU hormonal.

Modo de uso

Ambos necessitam ser colocados pelo ginecologista e podem permanecer por alguns anos.


Vantagem

Ambos os DIU´s permanecem dentro do útero e garantem excelente eficácia contraceptiva. O DIU de hormônio tem como efeito colateral reduzir a menstruação, e pode ser útil para mulheres que possuem cólicas ou fluxo menstrual intenso.


Desvantagem

O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual, além de provocar cólicas. Estes efeitos não são observados para o DIU de hormônio.

Porém, este pode provocar dor mamária, oleosidade da pele e cistos ovarianos. Ambos não previnem DST´s.

DIAFRAGMA

Normalmente é de silicone, no formato de disco maleável, introduzido no interior da vagina de maneira a formar uma barreira na frente  do colo uterino para não haver a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser introduzido no interior da vagina, previamente ao ato sexual, em conjunto com gel e creme espermicida, para melhorar sua eficácia e aplicação.

Eficácia

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 15%.

Modo de uso

A maleabilidade do disco permite que ele seja dobrado com os dedos e introduzido facilmente na vagina, á maneira de um absorvente interno, pela própria mulher.
Entretanto, é necessária a orientação do ginecologista para o uso adequado e correto.

Vantagem

Liberdade para a mulher controlar a contracepção, não aparece após a sua acomodação e não é percebido pelo parceiro, independe  de contraindicação  quando comparado com outros métodos.


Desvantagem

Deve ser retirado após 6 horas da última relação, apresenta eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar infecção urinária, irritação local, alergia, necessidade de complementação do gel espermicida após cada relação, além de menor proteção para DST´s.

CAMISINHA FEMININA

É uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta á vagina e protege o colo do útero (parte inferior do útero), as paredes vaginais e se exterioriza na vulva, ficando a camisinha aparente. A penetração do pênis se faz no interior deste dispositivo, contribuindo para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Eficácia

Se usada corretamente, o risco de gravidez é de apenas  5%.


Modo de uso

A própria mulher introduz a camisinha no interior da vagina com auxílio dos dedos, á semelhança de introduzir um absorvente interno. Não deve ser usada ao mesmo tempo com preservativo masculino. Pode ser introduzida algumas horas antes do contato sexual, mas deve ser substituída após cada relação.

Vantagem

A própria mulher pode utilizá-la quando necessário, protege também contra doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) e independe  de contraindicação quando comparado com outros métodos .

Desvantagem

A presença do dispositivo vaginal pode inibir o contato sexual, além de ter eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar irritação local e alergia.


CONTRACEPTIVO HORMONAL – ORAL

Os contraceptivos orais (ou pílulas anticoncepcionais), podem ser combinadas com os hormônios estrogênio e progesterona, ou apenas progesterona. A principal ação é por interferência na ovulação, mas também modificam o endométrio e o muco do colo do uterino no sentido de dificultar a entrada e a sobrevivência dos espermatozoides.

Eficácia


Se usados corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.


Modo de uso

Ingestão diária de comprimidos. Dependendo  dos tipos e da combinação hormonal, cada marca de pílula apresentará diferentes intervalos entre as cartelas, desde sete dias até o uso contínuo.

Vantagem

Elevada eficácia contraceptiva, além de efeitos colaterais que podem ser desejáveis, como redução de fluxo menstrual e cólica, redução de acne e oleosidade da pele.


Desvantagem

Em algumas mulheres podem provocar dor mamária, tontura, dor de estômago, alterações de humor e libido, ganho de peso, trombose, derrame (efeitos raros).
Não protegem contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – INJETAVÉL

Semelhante a pílula, isto é, com associação dos hormônios estrogênio e progesterona ou apenas progesterona. A diferença é que há um maior efeito sobre o endométrio e o muco do colo uterino.

Eficácia

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3% por ano de uso.

Modo de uso

Mensal – Associação dos hormônios estrogênio e progesterona  - é aplicada uma dose do contraceptivo por meio de injeção muscular mensal. Mantém fluxo menstrual nos intervalos das injeções.

Trimestral – apenas progesterona  - com aplicação de dose a cada três meses. 

Suspende a menstruarão.

Vantagem

Apresenta elevada eficácia e não necessita da ingestão diária de comprimidos. No caso do injetável trimestral, a suspenção da menstruação pode ser útil ás mulheres com cólicas e fluxos elevados.

Desvantagem

Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular. Não protege contra DST´s, não pode ser aplicados em mulheres que fazem uso de anticoagulantes pelo risco de formarem  hematomas no local da injeção.

CONTRACEPTIVO HORMONAL - IMPLANTES

 Pequenos tubos (como palitos de fósforo) de 3 cm, que contém o hormônio progesterona e são inseridos na pele, especialmente na região do braço. Podem atuar por até três anos liberando o hormônio. A ação é por interferência na ovulação. A diferença é que há maior atuação no endométrio e no muco, dificultando a sobrevivência dos espermatozoides, bem como, a sua entrada.


Eficácia

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,05%.

Modo de uso

O médico faz uma pequena anestesia na pele por onde introduz uma agulha especial para inserção do implante.


Vantagem

Elevada eficácia sem a necessidade de lembrar-se de tomar comprimidos diariamente.

Como suspende a menstruação também auxilia no controle da dor em mulheres que tenham problemas menstruais.


Desvantagem

Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular, queda de cabelo, diminuição de libido, depressão. Não protege contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – ANEL VAGINAL

Anel de silicone maleável com cerca de 4 cm, que contém hormônio estrogênio e progesterona no seu interior. É introduzido na vagina onde se acomoda e permanece por três semanas liberando localmente seus hormônios  que serão absorvidos pela mucosa vaginal para a circulação sanguínea. Os efeitos contraceptivos são os mesmos da pílula.

Eficácia

Se usado corretamente, o risco de gravidez  é de  0,5% por ano de uso.

Modo de uso

A própria mulher introduz o anel no interior da vagina á semelhança  do uso de um absorvente interno.

Vantagem

Tem os mesmos efeitos da pílula sem ter que se lembrar de tomar comprimidos diariamente.

Desvantagem

Pode provocar os mesmos efeitos colaterais da pílula, além de irritação vaginal e corrimento. Não protege contra DST´s.

CONTRACEPTIVO HORMONAL – ADESIVO CUTÂNEO

Pequenos selos adesivos, com cerca de 2 cm, que se colocam firmemente á pele, e liberam hormônios (estrogênio e progesterona) que são absorvidos e liberados na circulação sanguínea. Atuam como os contraceptivos hormonais orais.

Eficácia

Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.


Modo de uso

A própria paciente o selo, que é trocado a cada semana, sobre a pele de regiões de pouco atrito como nádegas, lombar, ombro.

Vantagem

Elevada eficácia com facilidade de uso, sem a necessidade de se lembrar de utilizar.

Desvantagem

Apresenta os mesmos riscos dos outros métodos hormonais, além de poder provocar irritação da pele. Não protege contra DST´s.




 Fonte:https://www.einstein.br/noticias/noticia/metodos-contraceptivos

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Saiba o que é Bronquite



(imagem: medicina - mitos e verdes)

A bronquite é uma inflamação dos brônquios que gera sintomas como tosse e falta de ar e o seu tratamento pode ser feito com o uso de remédios broncodilatadores e expectorantes receitados pelo pneumologista.

A bronquite normalmente é conhecida por bronquite aguda, pois dura menos de 3 meses, mas também pode ser classificada em:

  1. Bronquite asmática: é causada por uma alergia respiratória e, por isso, nem sempre tem cura mas pode ser controlada com o uso de remédios receitados pelo médico e os remédios caseiros também podem ser úteis.
  2. Bronquite crônica: é uma bronquite na qual os sintomas duram mais de 3 meses, mesmo com o tratamento aparentemente adequado. Ela pode ser tratada com os remédios receitados pelo pneumologista, mas o tratamento fisioterapêutico e o uso de remédios naturais como os chás de efeito expectorante podem ajudar a libertar as secreções e facilitar a respiração. Há maiores chances de cura quando não há doença pulmonar obstrutiva crônica envolvida.
  3. Bronquite alérgica: está intimamente relacionada a uma alergia respiratória e não é contagiosa. Ela nem sempre tem cura, mas o uso de vacinas pode ser útil para controlar a reação alérgica, o que pode representar a cura da doença, para alguns pacientes.
Apesar de ser comummente diagnosticada na infância, a bronquite aguda pode surgir em qualquer idade e inclusive durante a gravidez.

Sintomas de Bronquite

Os sinais e sintomas de bronquite geralmente incluem:
  1. Tosse;
  2. Catarro branco, ou amarelado se houver infecção;
  3. Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  4. Ruídos ao respirar;
  5. Lábios e pontas dos dedos arroxeados ou azulados;
  6. Inchaço nas pernas devido à piora do trabalho cardíaco;
  7. Pode haver febre;
  8. Cansaço;
  9. Falta de apetite.

Na persistência dos sintomas, é comum que o paciente desenvolva uma pneumonia e, para diagnosticar a complicação, uma radiografia torácica se faz necessária. Saiba Identificar se é Sintoma de Pneumonia.

Tratamento para Bronquite

O tratamento da bronquite aguda pode ser feito com o uso de remédios broncodilatadores, anti-inflamatórios, corticoides, expectorantes ou mucolíticos, receitados pelo médico pneumologista após o correto diagnóstico da doença.

Algumas dicas que podem ser úteis para o tratamento da bronquite são:

  1. Repousar e beber bastante líquidos, como água ou chás, para fluidificar as secreções, facilitando sua retirada;
  2. Fazer exercícios físicos, como a natação, para ajudar a mobilizar e retirar as secreções, facilitando a respiração. Mas deve se ter o cuidado de estar numa piscina com pouca quantidade de cloro;
  3. Realizar sessões de fisioterapia para aumentar a capacidade respiratória do indivíduo e eliminar as secreções, por meio de técnicas manuais, uso de aparelhos respiratórios e exercícios respiratórios.

Além disso, o uso de plantas medicinais com propriedades antissépticas e expectorantes como o Óleo de Copaíba também podem ajudar no tratamento deste problema. Veja outros remédios caseiros e naturais que ajudam no tratamento em Remédio caseiro para bronquite.

Na maior parte das vezes, a bronquite tem cura. Apenas em idosos, fumantes e indivíduos com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas, como a asma, é que a bronquite pode tornar-se crônica e não ter cura. No entanto, o tratamento adequado pode diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Causas da Bronquite

As causas da bronquite podem estar relacionadas a outras doenças, como sinusite crônica, alergia, amigdalite; inalação de substâncias tóxicas, cigarro ou poluentes, ou contaminação com determinados fungos, vírus ou bactérias.

O diagnóstico da bronquite pode ser feito após a observação dos sintomas que o indivíduo apresenta e da auscultação pulmonar. Exames que podem ser úteis são: raio-x, exame do escarro e a espirometria para avaliar a extensão da bronquite e, assim, indicar a melhor forma de tratamento.




 Fonte:https://www.tuasaude.com/bronquite/

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Entenda o Exame Sorológico (IgG/IgM)


 

O exame sorológico é baseado na sorologia, um conceito utilizado especialmente no campo da medicina que se refere a um exame de laboratório efetuado para comprovar a presença de anticorpos no sangue, ou seja, determinar concretamente sua presença.

O exame sorológico também pode ser usado para identificar a presença (ou revela a ausência) de anticorpos relacionados a um patógeno no sangue do paciente e a presença do próprio patógeno (vírus, bactéria, protozoário, etc).

O exame também pode ser usado para o:

  1. Diagnóstico de doenças autoimunes: a doença celíaca, por exemplo, que tem entre suas características a intolerância ao glúten.
  2. Diagnóstico de deficiências imunológicas: a Amaglobulinemia ligada ao cromossomo X (doença de Bruton).

Sorologia

Sorologia é o estudo do líquido separado do sangue após coagulação do mesmo. O exame sorológico tem o objetivo de identificar dois tipos de moléculas: a IgM e a IgG.

A IgM é a molécula que é formada rapidamente no corpo logo após o primeiro contato com uma infecção.

É através dessa molécula, formada perfeitamente para aquela determinada infecção, que o corpo organiza o ataque inicial para combatê-la.

Essa molécula tem como característica ter uma vida curta, assim não dura muito tempo no corpo.

A IgG é uma molécula que demora mais tempo para ser formada, e ela é responsável pelo impedimento da re-infecção.

Funciona como soldados especializados no reconhecimento e combate, dessa forma impedido que uma nova infecção, caso o agente causador entre em contato com o corpo.


Indicações


O principal uso do exame sorológico é para indicar se o organismo já teve contato com algum dos determinados agente infecciosos:

  1. vírus HIV (causador da AIDS);
  2. arbovírus do gênero Flavivirus (causador da Dengue);
  3. vírus RNA do gênero Lyssavirus (causador da Raiva);
  4. vírus HSV-2 do tipo 2 (causador da Herpes Simples);
  5. protozoários parasitas do gênero Leishmania (causadores da Leishmaniose);
  6. protozoário Toxoplasma gondii (causador da Toxoplasmose).

IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): indicam que o paciente nunca entrou em contato com o agente patogênico (agente causador da doença), ou seja, nunca foi nem vacinado nem contaminado.

IgG negativo (não reagente) e IgM positivo (reagente): indicam infecção aguda (ou seja, iniciada há dias ou semanas).


IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses).

 
IgG positivo (reagente) e IgM negativo (não reagente): indicam infecção antiga (com meses ou anos) ou que a pessoa foi vacinada e o organismo teve sucesso na produção de anticorpos.



Como é feito ?


Como em qualquer outro exame de sangue, começa-se com a extração de sangue do paciente através de uma agulha.

Esse sangue é, então, colocado em um frasco esterilizado. O exame pode ser feito no sangue desse jeito ou no soro, que é obtido após a coagulação e centrifugação do sangue. 








Fonte:http://hermespardini.com.br/blog/?p=435

segunda-feira, 4 de maio de 2020

ICTERÍCIA NO RN (AMARELÃO)

Icterícia é uma condição comum em recém-nascidos. Refere-se à cor amarela da pele e do branco dos olhos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue.

A criança fica ictérica quando a formação de bilirrubina é maior do que a capacidade do seu fígado de metabolizá-la.

Quais são os sintomas da icterícia?
A icterícia normalmente aparece ao redor do segundo ou terceiro dia de vida. Começa pela cabeça e progride para baixo. A pele de um bebê ictérico ficará amarela primeiro na face, depois no tórax, no abdômen e, finalmente, nas pernas. O branco dos olhos de uma criança também poderá ficar amarelo.

Sinais da icterícia na criança:

Um teste simples para icterícia é apertar suavemente com a ponta do dedo a ponta do nariz ou a testa da criança. Se a pele permanece branca (este teste funciona para todas as raças) não há icterícia; 



Se a cor for amarelada, você deve levar sua criança ao pediatra para ver se a icterícia é significativa e requer algum tipo de tratamento. Na presença de pele muito amarelada, há necessidade de exames de sangue para avaliar a intensidade, fazer um diagnóstico mais preciso do tipo de icterícia e indicar o tratamento mais adequado.

Devo preocupar se a criança estiver com icterícia?

O acúmulo deste pigmento acima de certos limites é extremamente tóxico para o sistema nervoso, podendo causar lesões graves e irreversíveis.

Tipos de icterícia:

Há vários tipos de icterícia no recém-nascido. Os mais comuns são os seguintes:

Icterícia fisiológica (normal):
  • Ocorre em mais de 50% dos recém-nascidos. Esta icterícia é devida à característica própria do bebê que leva a um metabolismo lento da bilirrubina. Geralmente surge entre o 2o e o 4o dias de vida e desaparece entre a 1a e a 2a semana de idade.

Icterícia da prematuridade:
  • Ocorre com muita freqüência em bebês prematuros uma vez que eles levam muito mais tempo para conseguir excretar a bilirrubina eficazmente.

Icterícia do leite materno:
  • Em 1% a 2% de bebês alimentados ao peito, pode ocorrer icterícia causada por substâncias que reduzem a excreção intestinal da bilirrubina. Começa geralmente ao redor dos 4 a 7 dias de vida e pode durar de 3 a 10 semanas.
Por incompatibilidade de grupo sanguíneo (Rh ou ABO): a icterícia por incompatibilidade muitas vezes começa já durante o primeiro dia de vida. Incompatibilidade de Rh causa a forma mais severa de icterícia, sendo prevenida com uma injeção de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) à mãe dentro das primeiras 72 horas após o parto. Isto impede a formação de anticorpos que poderiam colocar em risco os próximos bebês.

Prevenção de complicações da icterícia:

O pediatra da sua criança deverá ser procurado imediatamente se:
  • A icterícia for identificável durante as primeiras 24 horas de vida.
  • A icterícia alcançar os braços ou pernas.
  • Seu bebê apresentar febre.
  • Sua criança começa a parecer doente.
  • Por incompatibilidade do grupo

Quando procurar o médico?

A cor ficar mais forte depois do 7o dia.

A icterícia não tiver desaparecido após o 15o dia.

Seu bebê não estiver ganhando peso suficiente.

Você estiver preocupada pela intensidade da icterícia.

Você tiver qualquer dúvida - de qualquer tipo - quanto à saúde do seu bebê.

Tratamento:

Se a icterícia for de níveis leves a moderados, por volta de 5 a 7 dias de vida o bebê terá resolvido a icterícia sozinho.
Se a icterícia atingir níveis mais altos, fototerapia (banhos de luz) pode ser necessária. 

Também podem ser recomendadas alimentações mais frequentes para ajudar a criança a eliminar a bilirrubina pelas fezes. 

Em alguns casos, seu médico pode lhe pedir para interromper a amamentação ao seio temporariamente. Durante esse tempo, você pode esgotar os seios com uma bomba, assim você pode manter a produção de leite do peito e você poderá começar a amamentar novamente assim que a icterícia tenha diminuído. Em alguns casos, uma troca de sangue pode ser necessária para eliminar o excesso de bilirrubina do sangue do bebê. 

Raros casos não têm tratamento satisfatório sendo que alguns necessitam intervenção cirúrgica.


Prognóstico:


Quando atendida em tempo, a situação pode ser totalmente controlada sem deixar sequelas. 



FONTE
Conteúdo retirado e disponível no link :
 https://www.abcdasaude.com.br/pediatria/ictericia-do-recem-nascido