Nos dias atuais, a uma série de métodos contraceptivos disponíveis para as mulheres se protegerem e evitarem uma gravidez não planejada.
Independente de qual método você opte, é essencial que você consulte o seu médico e não comece a fazer uso por conta própria. Cada organismo reage de uma maneira e nem sempre o método da sua amiga vai ser o melhor método para você. A partir do histórico clínico e do exame físico geral e ginecológico da paciente, o médico pode orientar o método contraceptivo, incluindo os métodos hormonais.
Os hormônios dos anticoncepcionais atuam principalmente inibindo a ovulação, o que é a base para impedir a gravidez. Os efeitos colaterais que podem ocorrer incluem inchaço, diminuição da libido, sangramento genital irregular e dor de cabeça, entre outros.
Um dos métodos mais conhecidos é a pílula, mas há algumas doenças que tornam o seu uso restrito. Doenças graves do fígado, câncer de mama, endométrio e doenças tromboembólicas agudas (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral) assim como suspeita de gravidez ou atraso menstrual sem diagnóstico definitivo, são contraindicações absolutas para o uso da pílula anticoncepcional.
Todos os métodos hormonais são incluídos nessas restrições, independente da via de administração (oral, injetável, transdérmico, anel vaginal). Os métodos contraceptivos não hormonais são liberados, como por exemplo, DIU de cobre e preservativos.
Métodos contraceptivos femininos
DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)
São
pequenas peças de plástico no formato da letra “T” ou do número “7”,
com cerca de 2,5 a 3cm introduzidas no interior do útero. Podem ser
utilizas com hormônio ou ter partes metálicas (cobre).
Esse
metal atua matando os espermatozoides e impedindo a fertilização. Já o
DIU com hormônio libera pequenas quantidades de progesterona no interior
do útero provocando alterações do endométrio (camada que reveste o
útero) e do muco do colo uterino, dificultando a entrada dos
espermatozoides e a sua sobrevivência.
Eficácia
Se usado corretamente o risco de gravidez é de 0,3% para o DIU de cobre e de 0,1% para o DIU hormonal.
Modo de uso
Ambos necessitam ser colocados pelo ginecologista e podem permanecer por alguns anos.
Vantagem
Ambos
os DIU´s permanecem dentro do útero e garantem excelente eficácia
contraceptiva. O DIU de hormônio tem como efeito colateral reduzir a
menstruação, e pode ser útil para mulheres que possuem cólicas ou fluxo
menstrual intenso.
Desvantagem
O
DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual, além de provocar cólicas.
Estes efeitos não são observados para o DIU de hormônio.
Porém, este pode provocar dor mamária, oleosidade da pele e cistos ovarianos. Ambos não previnem DST´s.
DIAFRAGMA
Normalmente
é de silicone, no formato de disco maleável, introduzido no interior da
vagina de maneira a formar uma barreira na frente do colo uterino para
não haver a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser introduzido
no interior da vagina, previamente ao ato sexual, em conjunto com gel e
creme espermicida, para melhorar sua eficácia e aplicação.
Eficácia
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 15%.
Modo de uso
A
maleabilidade do disco permite que ele seja dobrado com os dedos e
introduzido facilmente na vagina, á maneira de um absorvente interno,
pela própria mulher.
Entretanto, é necessária a orientação do ginecologista para o uso adequado e correto.
Vantagem
Liberdade
para a mulher controlar a contracepção, não aparece após a sua
acomodação e não é percebido pelo parceiro, independe de
contraindicação quando comparado com outros métodos.
Desvantagem
Deve
ser retirado após 6 horas da última relação, apresenta eficácia
inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar infecção urinária,
irritação local, alergia, necessidade de complementação do gel
espermicida após cada relação, além de menor proteção para DST´s.
CAMISINHA FEMININA
É
uma bolsa de plástico leve e frouxa, que se adapta á vagina e protege o
colo do útero (parte inferior do útero), as paredes vaginais e se
exterioriza na vulva, ficando a camisinha aparente. A penetração do
pênis se faz no interior deste dispositivo, contribuindo para a
prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Eficácia
Se usada corretamente, o risco de gravidez é de apenas 5%.
Modo de uso
A
própria mulher introduz a camisinha no interior da vagina com auxílio
dos dedos, á semelhança de introduzir um absorvente interno. Não deve
ser usada ao mesmo tempo com preservativo masculino. Pode ser
introduzida algumas horas antes do contato sexual, mas deve ser
substituída após cada relação.
Vantagem
A
própria mulher pode utilizá-la quando necessário, protege também contra
doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) e independe de
contraindicação quando comparado com outros métodos .
Desvantagem
A
presença do dispositivo vaginal pode inibir o contato sexual, além de
ter eficácia inferior a outros métodos contraceptivos, pode causar
irritação local e alergia.
CONTRACEPTIVO HORMONAL – ORAL
Os
contraceptivos orais (ou pílulas anticoncepcionais), podem ser
combinadas com os hormônios estrogênio e progesterona, ou apenas
progesterona. A principal ação é por interferência na ovulação, mas
também modificam o endométrio e o muco do colo do uterino no sentido de
dificultar a entrada e a sobrevivência dos espermatozoides.
Eficácia
Se usados corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.
Modo de uso
Ingestão
diária de comprimidos. Dependendo dos tipos e da combinação hormonal,
cada marca de pílula apresentará diferentes intervalos entre as
cartelas, desde sete dias até o uso contínuo.
Vantagem
Elevada
eficácia contraceptiva, além de efeitos colaterais que podem ser
desejáveis, como redução de fluxo menstrual e cólica, redução de acne e
oleosidade da pele.
Desvantagem
Em
algumas mulheres podem provocar dor mamária, tontura, dor de estômago,
alterações de humor e libido, ganho de peso, trombose, derrame (efeitos
raros).
Não protegem contra DST´s.
CONTRACEPTIVO HORMONAL – INJETAVÉL
Semelhante
a pílula, isto é, com associação dos hormônios estrogênio e
progesterona ou apenas progesterona. A diferença é que há um maior
efeito sobre o endométrio e o muco do colo uterino.
Eficácia
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3% por ano de uso.
Modo de uso
Mensal
– Associação dos hormônios estrogênio e progesterona - é aplicada uma
dose do contraceptivo por meio de injeção muscular mensal. Mantém fluxo
menstrual nos intervalos das injeções.
Trimestral – apenas progesterona - com aplicação de dose a cada três meses.
Suspende a menstruarão.
Vantagem
Apresenta
elevada eficácia e não necessita da ingestão diária de comprimidos. No
caso do injetável trimestral, a suspenção da menstruação pode ser útil
ás mulheres com cólicas e fluxos elevados.
Desvantagem
Ganho de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular. Não
protege contra DST´s, não pode ser aplicados em mulheres que fazem uso
de anticoagulantes pelo risco de formarem hematomas no local da
injeção.
CONTRACEPTIVO HORMONAL - IMPLANTES
Pequenos
tubos (como palitos de fósforo) de 3 cm, que contém o hormônio
progesterona e são inseridos na pele, especialmente na região do braço.
Podem atuar por até três anos liberando o hormônio. A ação é por
interferência na ovulação. A diferença é que há maior atuação no
endométrio e no muco, dificultando a sobrevivência dos espermatozoides,
bem como, a sua entrada.
Eficácia
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,05%.
Modo de uso
O médico faz uma pequena anestesia na pele por onde introduz uma agulha especial para inserção do implante.
Vantagem
Elevada eficácia sem a necessidade de lembrar-se de tomar comprimidos diariamente.
Como suspende a menstruação também auxilia no controle da dor em mulheres que tenham problemas menstruais.
Desvantagem
Ganho
de peso, dor mamária, dor de cabeça, sangramento irregular, queda de
cabelo, diminuição de libido, depressão. Não protege contra DST´s.
CONTRACEPTIVO HORMONAL – ANEL VAGINAL
Anel
de silicone maleável com cerca de 4 cm, que contém hormônio estrogênio e
progesterona no seu interior. É introduzido na vagina onde se acomoda e
permanece por três semanas liberando localmente seus hormônios que
serão absorvidos pela mucosa vaginal para a circulação sanguínea. Os
efeitos contraceptivos são os mesmos da pílula.
Eficácia
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,5% por ano de uso.
Modo de uso
A própria mulher introduz o anel no interior da vagina á semelhança do uso de um absorvente interno.
Vantagem
Tem os mesmos efeitos da pílula sem ter que se lembrar de tomar comprimidos diariamente.
Desvantagem
Pode provocar os mesmos efeitos colaterais da pílula, além de irritação vaginal e corrimento. Não protege contra DST´s.
CONTRACEPTIVO HORMONAL – ADESIVO CUTÂNEO
Pequenos
selos adesivos, com cerca de 2 cm, que se colocam firmemente á pele, e
liberam hormônios (estrogênio e progesterona) que são absorvidos e
liberados na circulação sanguínea. Atuam como os contraceptivos
hormonais orais.
Eficácia
Se usado corretamente, o risco de gravidez é de 0,3%.
Modo de uso
A própria paciente o selo, que é trocado a cada semana, sobre a pele de regiões de pouco atrito como nádegas, lombar, ombro.
Vantagem
Elevada eficácia com facilidade de uso, sem a necessidade de se lembrar de utilizar.
Desvantagem
Apresenta os mesmos riscos dos outros métodos hormonais, além de poder provocar irritação da pele. Não protege contra DST´s.
Fonte:https://www.einstein.br/noticias/noticia/metodos-contraceptivos

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