A boca é o órgão do corpo humano mais exposto a processos infecciosos e traumáticos. "É uma cavidade úmida, escura, bastante vascularizada, sensível a alterações orgânicas internas e a variações de temperatura e repleta de microrganismos. Portanto, muito vulnerável a doenças", explica Artur Cerri, presidente da Sociedade Paulista de Estomatologia e Câncer Bucal (Sope) e professor da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo.
Veja os principais sintomas, distúrbios e doenças
que afetam a boca:
AFTA
Também conhecida como estomatite aftosa, uma das
doenças mais comuns da mucosa bucal, atinge cerca de 20% da população mundial,
sobretudo jovens. São lesões dolorosas, múltiplas ou solitárias, que costumam
incomodar por cerca de 18 dias. As aftas podem ser precedidas por ardência,
coceira ou formigamento. As causas ainda não estão totalmente esclarecidas, mas
suspeita-se que sejam relacionadas a predisposição genética, trauma, alergia,
hormônios, estresse e doenças auto-imunes. O tratamento depende de cada caso.
Não há cura, mas medicamentos específicos diminuem a sua freqüência e
gravidade.
HERPES
O herpes é uma doença infectocontagiosa,
sexualmente transmissível, causada pelo vírus herpes simples (VHS), que fica
latente no organismo. Pode ser contraída pelo beijo e se manifesta em situações
de baixa imunidade, exposição solar e, no caso das mulheres, durante a
menstruação. São pequenas bolhas, que surgem geralmente nos lábios e duram, em
média, duas semanas. "Todos têm contato com o VHS na infância, mas a
maioria desenvolve resistência a ele", diz o estomatologista Carlos
Eduardo Ribeiro da Silva. "Não existe cura para o herpes. Porém,
medicamentos antivirais conseguem amenizar os sintomas e acelerar o
desaparecimento das bolhas", garante.
BOCA SECA OU XEROSTOMIA
Com o avanço da idade, as glândulas salivares
diminuem a produção, o que pode provocar secura na boca e, conseqüentemente,
dificuldades para falar, mastigar e engolir alimentos. A saliva fica mais
viscosa, espessa e espumosa e a língua arde - um quadro que também afeta a
sensibilidade do paladar. De acordo com o estomatologista Artur Cerri, o hábito
de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas, além do uso de determinados
medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também contribuem para
a redução da salivação. Além do incômodo, este problema pode trazer
conseqüências mais graves. "A saliva possui anticorpos com ação
antibacteriana e antimicrobiana, por isso a redução de sua produção deixa a
pessoa exposta a uma série de doenças", alerta Artur Cerri. Remédios e até
saliva artificial são alguns cuidados que ajudam a amenizar o distúrbio.
MUCOCELE
Comum em crianças trata-se de uma lesão em forma de
bolha, localizada geralmente no lábio inferior, causada pelo entupimento das
glândulas salivares. "Muitas crianças têm o hábito de mordiscar o lábio, o
que acaba causando a mucocele", explica o estomatologista Francisco Pacca,
da USP, Unisa e Unicastelo. "Normalmente, é necessária cirurgia para a
remoção deste tipo de lesão."
GENGIVITE E PERIODONTITE
A inflamação da gengiva (gengivite) é desencadeada
pelo acúmulo da placa bacteriana, que se forma principalmente pela má higiene
dos dentes. A região fica avermelhada, inchada e costuma sangrar. A simples
remoção da placa bacteriana resolve o caso, mas se não for feita o quadro pode evoluir
para periodontite. Isso ocorre a partir do momento em que as fibras e os
tecidos que suportam a arcada dentária ficam comprometidos. Neste momento, sem
intervenção de um especialista, há risco de perda de dentes. Vale lembrar que a
predisposição genética é um fator relevante para o aparecimento.
HALITOSE
Termo da medicina para o conhecido mau hálito, pode
ter mais de 50 causas. No entanto, segundo o estomatologista Carlos Eduardo
Ribeiro da Silva, 90% delas estão relacionadas ao estado em que se encontra a
boca. Diferentemente do que a maioria das pessoas acredita, pouquíssimos casos
têm origem no estômago. "Basicamente, a halitose é provocada por falta de
higienização ou limpeza inadequada, sobretudo da língua", afirma o
especialista. O acúmulo de alimentos forma placas brancas de origem bacteriana
na superfície da língua - a chamada saburra lingual. Ali, mais de 700
microrganismos passam a produzir compostos sulfurados voláteis que liberam
enxofre, gás responsável pelo odor desagradável. "Para prevenir este mal,
é preciso manter uma higiene completa. A escova de dentes pode ser usada para
limpar a língua, embora também existam à disposição raspadores linguais,
vendidos em farmácias", orienta o especialista.
Atenção ao câncer bucal
O Brasil é o quinto país do mundo em incidência de
câncer de boca, o que inclui os tumores malignos de lábios e da cavidade oral.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde,
este é o oitavo tipo de câncer mais freqüente nos homens e o nono entre as
mulheres. E, segundo as projeções para 2005, até o final do ano serão
registrados no país mais 9.985 novos casos envolvendo o sexo masculino e 3.895
o feminino.
O estomatologista Jayro
Guimarães Jr. explica que 95% desses tumores se desenvolvem na forma de
carcinoma epidermóide. "Ou seja, aparecem como uma ferida que nunca
cicatriza e cresce progressiva e rapidamente, infiltrando-se nos tecidos
vizinhos", explica. O tratamento é feito por meio de cirurgia para
retirada do tumor, podendo ser empregadas radioterapia e quimioterapia. Como em
outros tipos de lesões cancerígenas, quanto mais precoce for o diagnóstico,
maiores serão as chances de sobrevida. O grande problema, segundo o
estomatologista Artur Cerri, é que há poucas campanhas de prevenção contra o
câncer de boca e as pessoas costumam procurar ajuda muito tarde. "Cerca de
85% dos casos são descobertos em estágio avançado, o que dificulta o tratamento
e cura. Resultado: 50% dos pacientes morrem em um ano após o diagnóstico",
lamenta o especialista.
O principal agente
causador do câncer na cavidade bucal é o cigarro, mas o álcool tem efeito
potencializador. Nos lábios, o tumor maligno também pode ser desencadeado pela
exposição ao sol sem o uso de protetores contra os raios ultravioleta,
especialmente em pessoas de pele e olhos claros.
As principais formas de
prevenção, portanto, são parar de fumar, reduzir o consumo de bebidas
alcoólicas e usar filtro solar labial. Outra recomendação é ficar atento às
feridas na região que demorem mais de 15 dias para cicatrizar. Não quer dizer
que necessariamente sejam câncer, mas é preciso investigar. Ao notar qualquer
lesão suspeita, procure um médico ou estomatologista.
O que é uma boa higiene bucal?
Hálito puro e sorriso saudável são o
resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal
adequada:
·
Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
·
A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
·
O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso sua
gengiva doa ou sangre quando você escova os dentes ou usa fio dental, e
principalmente se estiver passando por um problema de mau hálito. Essas
manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.
Seu dentista pode ensiná-lo a usar
técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra
durante a escovação e o uso do fio dental.
Como garantir uma
boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter seus dentes e gengiva em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cárie, gengivite e outros problemas bucais.
·
Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
·
Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais
refeições.
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Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham
flúor.
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Usar enxagüante bucal com flúor, caso seu dentista recomende.
·
Garantir que crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou
suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
Uso correto do fio dental:
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Use aproxima- damente 40 centímetros de fio, deixando um pedaço livre entre os dedos.
Siga, com cuidado, as curvas dos dentes.
Assegure-se de limpar além da linha da gengiva, mas não force demasiado o fio contra a gengiv
(Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br)
(Fonte: http://www.colgate.com.br)



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